Que desafio, hein?
Viver em sociedade é um desafio porque às vezes ficamos presos a determinadas normas que nos obrigam a seguir regras limitadoras do nosso ser ou do nosso não-ser...
Quero dizer com isso que nós temos, no mínimo, duas personalidades: a objetiva, que todos ao nosso redor conhece; e a subjetiva... Em alguns momentos, esta se mostra tão misteriosa que se perguntarmos - Quem somos? Não saberemos dizer ao certo!!!
Agora de uma coisa eu tenho certeza: sempre devemos ser autênticos, as pessoas precisam nos aceitar pelo que somos e não pelo que parecemos ser... Aqui reside o eterno conflito da aparência x essência. E você... O que pensa disso?
"... Nunca sofra por não ser uma coisa ou por sê-la..." (Perto do Coração Selvagem - p.55)
Clarice Lispector
O preto
..Existe um ser que mora dentro de mim como se fosse a cada dele, e é.
trata-se de um cavalo preto e lustoso que apesar de inteiramente selvagem - pois nunca morou antes em ninguém
nem jamais lhe puseram rédeas nem sela -
apesar de inteiramente selvagem tem por isso mesmo uma doçura primeira de quem não tem medo:
come às vezes na minha mão.
Seu focinho é úmido e fresco.
eu beijo o seu focinho.
quando eu morrer, o cavalo preto ficará sem casa e vai sofrer muito.
a menos que ele escolha outra casa e que esta outra casa não tenha medo daquilo que é ao mesmo tempo salvagem e suave.
aviso que ele não tem nome: basta chamá-lo e se acerta com seu nome.
ou não se acerta, mas, uma vez chamado com doçura e autoridade, ele vai.
se ele fareja e sente um corpo-casa é livre, ele trota sem ruídos e ai.
aviso tambem que nao se deve temer seu relinchar:
a gente se engana e pensa que é a gente mesma que está relinchando de prazer ou de cólera,
a gente se assusta com o excesso de doçura do que é isto pela primeira vez.
Uma breja e nada mais
-
Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos."
Clarice Lispector
Durma' sonhe 'acorde 'realize!

"Sonhe com o que você quiser. Vá para onde você queira ir.
Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida
e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades
para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana. E
esperança suficiente para fazê-la feliz."
Clarice Lispector
Pertencer
Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou.
Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça.
Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus.
Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso.
Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro.
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos.
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa.
Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida.
No entanto fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente, e, por uma superstição bastante espalhada, acreditava-se que ter um filho curava uma mulher de uma doença. Então fui deliberadamente criada: com amor e esperança. Só que não curei minha mãe. E sinto até hoje essa carga de culpa: fizeram-me para uma missão determinada e eu falhei. Como se contassem comigo nas trincheiras de uma guerra e eu tivesse desertado. Sei que meus pais me perdoaram por eu ter nascido em vão e tê-los traído na grande esperança.
Mas eu, eu não me perdôo. Quereria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha mãe. Então, sim: eu teria pertencido a meu pai e a minha mãe. Eu nem podia confiar a alguém essa espécie de solidão de não pertencer porque, como desertor, eu tinha o segredo da fuga que por vergonha não podia ser conhecido.
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho!
Clarice Lispector
"Leia o texto abaixo e depois leia de baixo para cima"

Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...
Clarice Lispector
Meu Deus, me dê a coragem
Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala. Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo. Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em teus braços meu pecado de pensar.
Clarice Lispector
Me'
"Sou o que quero ser, porque possuo apenas uma vida e nela só tenho uma chance de fazer o que quero.
Tenho felicidade o bastante para fazê-la doce dificuldades para fazê-la forte,
Tristeza para fazê-la humana e esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas,
elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos."
Clarice Lispector
Gosto..sim eu gosto..

Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre
Clarice Lispector
Saudades...

Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!
Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!
Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!
Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.
Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...
Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!
Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!
Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,
Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.
Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.
Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.
E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.
Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existencia
Clarice Lispector
ISSO É MUITA SABEDORIA

Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer.
Clarice Lispector
Rifa-se
Rifa-se um coração
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia
estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que
também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer
para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer"
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta
Clarice Lispector
Eu já..
Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!
Clarice Lispector
Há Momentos
-
Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.
Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.
Clarice Lispector
O PRIMEIRO BEIJO
Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.
- Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples:
- Sim, já beijei antes uma mulher.
- Quem era ela? perguntou com dor.
Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.
O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir - era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.
E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca.
E nem sombra de água. O jeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engulia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo.
A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava.
E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, enquanto sua sede era de anos.
Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando.
O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava... o chafariz de onde brotava num filete a água sonhada. O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.
De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos.
Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água.
E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra.
Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificador, o líquido germinador da vida... Olhou a estátua nua.
Ele a havia beijado.
Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.
Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil.
Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele...
Ele se tornara homem.
(In "Felicidade Clandestina" - Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1998)
Clarice Lispector
Clarice Lispector

Sem sombra de dúvida eis ai uma autora que eu admiro,leio e me identifico muito com seus textos,frases e pensamentos.. sinto como se ela tivesse me poupado de descrever aquilo que eu sinto,as suas mensagens me resumem,portanto postarei aqui diversos textos da Clarice Lispector espero que goste.. BjO'
Eles estão de volta \o/

The Cranberries
The Cranberries é uma banda de rock alternativo irlandesa que ganhou notoriedade durante a década de 1990. A banda encerrou suas atividades temporariamente em 2003. E anunciou recentemente o retorno aos palcos em novembro de 2009 numa turnê pela América do Norte, que prossegue no início de 2010 pela América do Sul e pela Europa.
Membros da banda
* Michael (Mike) Hogan (nascido em 29 de abril de 1973) é o baixista.
* Noel Anthony Hogan (nascido em 25 de dezembro de 1971), irmão de Mike, é o guitarrista.
* Fergal Patrick Lawler nasceu em Parteen, Irlanda (próximo à Limerick), em 4 de março de 1971. Desde 16 de abril de 1997 está casado com Laurie Guerin. É o baterista.
* Dolores Mary Eileen O'Riordan Burton (nascida em 6 de setembro de 1971) é a vocalista, teclista e guitarrista secundária da banda. É casada com Don Burton e tem três filhos: Taylor, Molly e Dakota Rain.
Origens
Noel e Mike Hogan, dois irmãos de Limerick, criaram a banda em 1989 e poucos meses depois, em 1990, Fergal Lawler entra para o projeto cujo nome original era The Cranberry Saw Us, o saw us fazendo um trocadilho com sauce, molho em inglês (vale lembrar que cranberry é uma fruta típica da ilha irlandesa, no Brasil essa fruta é conhecida como oxicoco ou uva-do-monte). Dolores O'Riordan fez o teste e ganhou o papel de vocalista principal, compondo a letra de "Linger". Sua voz é um elemento importante da sonoridade da banda.
Sua fita demo feita em casa teve bom resultado localmente e a banda logo gravou uma fita demo que ganhou muito interesse popular e da crítica. Após uma variedade de ofertas de gravadoras, decidiram assinar com a Island Records. Após um single inicial de pouco sucesso, abandonaram seu empresário. Seu segundo single, "Linger", e álbum de estréia, Everybody Else Is Doing It, So Why Can't We?, tornou-se um grande sucesso nos Estados Unidos e logo depois no Reino Unido. O single "Dreams" também tornou-se um sucesso, alcançando a 14ª posição nas paradas dos EUA.
etade da década de 1990
Em 1994, O'Riordan casou-se com Don Burton, o gerente de turnê da banda. A posição de O'Riordan como líder da banda estava causando tensões dentro do grupo enquanto gravavam No Need to Argue, outro álbum de sucesso que incluía "Zombie", um protesto sobre a violência entre extremistas protestantes e católicos na Irlanda do Norte na época do conflito norte-irlandês [1]. O álbum trouxe à banda imensa popularidade na Europa e EUA.
No meio de boatos sobre a iminente saída de O'Riordan da banda, o álbum To the Faithful Departed foi lançado, que vendeu bem apesar da crítica não ter gostado e também não atingiu o mesmo sucesso do álbum anterior. Nos próximos anos, a banda cancelou uma grande turnê programada e boatos de uma separação surgiram novamente. Eles lançaram Bury the Hatchet, com opiniões variadas da crítica, em 1999.
Em 2001, lançaram Wake Up and Smell the Coffee recebendo opiniões como "a magia está de volta". O álbum estreou na 46ª posição nas paradas dos EUA. A banda parecia estar de volta.
Uma coletânea de grandes sucessos, Stars - The Best of 1992-2002 foi lançada em 2002, junto de um DVD com os videoclipes da banda.
[editar] Pausa
No entanto, em 2003 a banda anunciou que iria tomar algum tempo para suas carreiras individuais. Mais cedo naquele ano, O'Riordan tinha cantado a canção principal do filme A Paixão de Cristo, "Ave Maria", e tinha até composto uma canção para o filme Evilenko. O novo projeto de Noel Hogan é Mono Band.
O próximo álbum foi colocado em espera, após doze anos de turnês e promoção, 'com a venda total de álbuns da banda excedendo 42 milhões.
Novo CD
Após a turnê de Dolores O'Riordan pelo mundo ao longo de sete meses e das novas produções da banda '''Arkitekt''' (Noel Hogan), o antigo produtor do The Cranberries Stephen Street decidiu lançar um CD com músicas gravadas durante o ano de 2003 para o 7º álbum do grupo, fato que não ocorreu devido a pausa dos integrantes no mesmo ano.
O novo CD seria composto por duas músicas inéditas já tocadas durante concertos em Londres e Bolzano (ambos durante a turnê de verão de 2003) intituladas "Astral Projection" e "In It Together" além de títulos conhecidos devido a algumas entrevistas dos integrantes, como "The Fall", "Someday" e "Raining In My Heart". Segundo o site oficial da banda em Janeiro Dolores gravaria os vocais no seu estúdio particular enquanto guitarra e bateria seriam gravados no estúdio de Fergal (baterista). Após a gravação os integrantes seguiriam com seus projetos individuais. Ainda não há data prevista para o lançamento.
Crônica do amor
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?
Não pergunte pra mim.Você é inteligente, lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Arnaldo Jabor
Oiee'
Confesso que como estou entediada e no momento não acho nada interessante pra fazer na net eu tomei coragem e decidir acessar aqui D: não que eu tenha deixado de lado o blog..o blog é legal e eu gosto mas ultimamente tenho ficado mais on pelo fotolog,Twitter essas coisas e tal! mas um dia eu ainda darei a devida atenção a vc bloguinho lindo! ta carente de mim né? Nham'
Bom tenho novidades!
Fiz a minha tatuagem *--------* to tão feliz! é uma super rosa..na verdade são duas rosas gigantes na batata da minha perna direita hauahau ela é minha filhinha.. a minha primogenita a primeira de muitas outras RÁ vou postar as fts em uma das minha continhas assim que atualizar dai vcs poderão ver basta visualizar a paradinha ali do lado ó > é so procurar que acha ta em algum lugar nessas barras laterais ai! :D
E gente não dueu!! ardeu bagarai mas duer nao dueu não! to pronta pra outra! e tipo foi super tenso sabe..eu sair de casa decidida a colocar so que não contei nada a meus pais e nem ao meu noivo dai sair de casa as 6:50 da matina pra ir trampar sair do trampo as 14:30 e fui direto pra lapa! Fiz la na República Tatto o coiote que me tatuou! cheguei em casa a meia noite muito tenso! minha mãe brigou comigo..tava sem credito não tinha como avisa-la..e nem pensei em ligar a cobrar..tava tão animada pra por a tatoo que me esqueci de tudo! mas agora os animos ja se acalmaram por aqui.. a minha tatoo ta cicatrizando e tal..e semana que vem ela ja deve ta ok :D
mara né? eu sei! hauahauahaua
BjOo .-.
domingo, 31 de janeiro de 2010
esvaziando o o copo vazio

O vento sopra.
Olha a lua no céu outra vez.
Mas um dia termina
e um pouco da vida se vai
os segundos morrem
as pessoas tbm.
Os meus segredos.
Agulhas.
Pontos.
as introduza..penetre no profundo da carne.
Linhas negras ..costure os seus lábios oh alma! e não conte pra ngm os meus segredos..
Psiu!
Não conte!
é um segredo nosso. e só Deus sabe.
Lado a lado

Etre o sim ou não eu fico com o talvez
Entre a linha reta e a curva eu saiu do trilho
Entre a luz e a escuridão eu fico com a sombra..
Entre o seco e o molhado eu fico com o úmido..
Entre Eu e vc eu não tenho resposta.
Um dia isso vai ter que acabar.
Pq ha um começo e tbm..
Há um FIM.
to be continued'
Nunca!
As pessoas ainda insistem em querer ser aquilo que não são e talvez aquilo que nunca irão ser. Quem nunca fez da sua vida um peça de teatro? Quem nunca finjiu uma lágrima para causar dó nas pessoas e fazerem ela sentir pena de vc? Quem nunca..ahh quem nunca! O nunca não existe so passará a existir se nós mesmo o criarmos. Eu crio o meu nunca e acredito na inexistencia dele e vcs acreditam? se não..tudo bem! eu não me importo mesmo!:p
é momento de ser vc..é momento de acordar..é momento de viver.
a vida é uma só, não vai desperdiça-la heim?
;D
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Por que a vida é oca e por si só se preenche
por que a vida é louca e enlouquece a gente
Não sei fazer rimas,não sei fazer prosa,não sei muita coisa mas o que sei escrevo e ponto e se não entendem..não ha problemas! não é pra entender mesmo.
Não procurem em mim palavras Bonitas,não procure em mim pontinhos cor de rosa,não sou menina tom pastel mas minha cor é encardida sabe?
Eu penso,eu escrevo,logo me faço existir atravéz de letrinhas que alguem inventou.
Não sei pq procuram sempre algo sendo que não ha nada para ser encontrado. Não sei por que procuram em mim um alguem que ainda não nasceu e talvez nunca exista.
Oi,o meu nome é Carol e sim eu gosto de brisar*
Primavera
Primavera se foi
E com ela meu amor
Quem me dera poder
Consertar tudo o que eu fiz
O perfume que andava
Com o vento pelo ar
Primavera soprando
Um caminho
Mais feliz
Mais feliz
Pois a rosa
Que se esconde
No cabelo mais bonito
É um grito, quase um mito
Uma prova
De amor!
Primavera se foi
E com ela essa dor
Se alojou no meu peito
Devagar
A certeza do amor
Não me deixa
Nunca mais
Primavera brilhando
Em seu olhar
E o olhar
Que eu guardo
Na lembrança
Ainda traz a esperança
De te ter
Ao meu ladinho
Numa próxima
Estação!
uh....
uh...
uh...
Primavera se foi
E com ela meu amor
Quem me dera poder
Consertar tudo o que eu fiz
O perfume que andava com o vento
Pelo ar
Primavera soprando
Pra um caminho
Mais feliz
Mais feliz
Mais feliz
Mais feliz
Mais feliz
Mais feliz
Primavera!
Primavera
Primavera se foi
Primavera se foi
(mais feliz)
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Kiss me


Beije-me longe da moita de cevada
Todas as noites junto à verde, verde grama
Balance, balance, balance o degrau giratório
Use aqueles sapatos e eu usarei aquele vestido
...
Beije-me sob o crepúsculo
Guie-me pra fora, no chão iluminado pela lua
Levante sua mão aberta
Faça a banda tocar e faça os vaga-lumes dançarem
A lua prateada está brilhando, então me beije
. .
Beije-me ao lado da casinha na árvore quebrada
Balance-me alto no seu pneu pendurado
Traga, traga, traga seu chapéu florido
Nós tomaremos o caminho marcado no mapa do seu pai
. .
Beije-me sob o crepúsculo
Leve-me pra fora, no chão iluminado pela lua
Levante sua mão aberta
Faça a banda tocar e faça os vaga-lumes dançarem
A lua prateada está brilhando, então me beije
. .
Beije-me sob o crepúsculo
Leve-me pra fora, no chão iluminado pela lua
Levante sua mão aberta
Faça a banda tocar e faça os vaga-lumes dançarem
A lua prateada está brilhando, então me beije
. .
Então, beije-me
. .
Então, beije-me
Don't Speak
You and me
We used to be together
Everyday together always
I really feel
That I'm losing my best friend
I can't believe
This could be the end
It looks as though you're letting go
And if it's real
Well I don't want to know
Don't speak
I know just what you're saying
So please stop explaining
Don't tell me cause it hurts
Don't speak
I know what you're thinking
I don't need your reasons
Don't tell me cause it hurts
Our memories
Well, they can be inviting
But some are altogether
Mighty frightening
As we die, both you and I
With my head in my hands
I sit and cry
Don't speak
I know just what you're saying
So please stop explaining
Don't tell me cause it hurts (no, no, no)
Don't speak
I know what you're thinking
I don't need your reasons
Don't tell me cause it hurts
It's all ending
I gotta stop pretending who we are...
You and me I can see us dying...are we?
Don't speak
I know just what you're saying
So please stop explaining
Don't tell me cause it hurts (no, no, no)
Don't speak
I know what you're thinking
I don't need your reasons
Don't tell me cause it hurts
Don't tell me cause it hurts!
I know what you're saying
So please stop explaining
Don't speak,
don't speak,
don't speak,
oh I know what you're thinking
And I don't need your reasons
I know you're good,
I know you're good,
I know you're real good
Oh, la la la la la la La la la la la la
Don't, Don't, uh-huh Hush, hush darlin'
Hush, hush darlin' Hush, hush
don't tell me tell me cause it hurts
Hush, hush darlin' Hush, hush darlin'
Hush, hush don't tell me tell me cause it hurts
sábado, 16 de janeiro de 2010
Always
Este Romeu está sangrando
Mas você não pode ver o seu sangue
São apenas alguns sentimentos
Que este velho sujeito jogou fora
Tem chovido desde que você me deixou
Agora estou me afogando no dilúvio
Você sabe que sempre fui um lutador
Mas sem você, eu desisto
Agora não posso cantar uma canção de amor
Como deve ser cantada
Bem, acho que não sou mais tão bom
Mas querida, sou apenas eu
Sim, e eu te amarei, querida, sempre
E estarei ao seu lado por toda a eternidade sempre
Eu estarei lá até as estrelas deixarem de brilhar
Até os céus explodirem e as palavras não rimarem
E sei que quando eu morrer, você estará no meu pensamento
E eu te amarei sempre
Agora as fotos que você deixou para trás
São apenas lembranças de uma vida diferente
Algumas que nos fizeram rir
Algumas que nos fizeram chorar
Uma que você fez ter que dizer adeus
O que eu não daria para passar meus dedos pelos seus cabelos
Tocar em seus lábios, abraça-la apertado
Quando você dizer suas preces, tente entender
que eu cometi erros, sou apenas um homem
Quando ele abraçar você
Quando ele puxar você para perto
Quando ele disser as palavras
Que você precisa ouvir
Eu queria ser ele porque aquelas palavras são minhas
Para dizer a você até o fim dos tempos
Sim, e eu te amarei, querida, sempre
E estarei ao seu lado por toda a eternidade sempre
Se você me dissesse para chorar por você, eu poderia
Se você me dissesse para morrer por você, eu morreria
Olhe para o meu rosto
Não há preço que eu não pagaria
Para dizer estas palavras a você
Bem, não há sorte nestes dados viciados
Mas querida, se você me der apenas mais uma chance
Nós podemos refazer nossos antigos sonhos e nossas antigas vidas
Encontraremos um lugar onde o sol ainda brilha
Sim, e eu te amarei, querida, sempre
E estarei ao seu lado por toda a eternidade sempre
Eu estarei lá até as estrelas deixarem de brilhar
Até os céus explodirem e as palavras não rimarem
E sei que quando eu morrer, você estará em meu pensamento
E eu te amarei, querida, sempre
Na enxurrada seca
A trovoada seca
Na enxada seca
Segue o seco sem sacar que o caminho é seco
sem sacar que o espinho é seco
sem sacar que o seco é o Ser Sol
Sem sacar que algum espinho seco secará
E a água que sacar será um tiro seco
E secará o seu destino seca...
A boiada seca
Ô chuva vem me dizer
Se posso ir lá em cima prá derramar você
Oh chuva, oh chuva vem me dizer...
Ó chuva preste atenção
Se o povo lá de cima vive na solidão
Se acabar não acostumando
Se acabar parado calado
Se acabar baixinho chorando
Se acabar meio abandonado
Pode ser lágrimas de São Pedro
Ou talvez um grande amor chorando
Pode ser o desabotoado céu
Pode ser coco derramado
A boiada seca
Na enxurrada seca
A trovoada seca
Na enxada seca
Oh chuva vem me dizer...
vem, vem
Oh chuva vem me dizer...
vem, vem
A chuva me lembra o amor..
POstarei canções para expressar meus sentimento..
Havia um tempo em que eu vivia
Um sentimento quase infantil
Havia o medo e a timidez
Todo um lado que você nunca viu
Agora eu vejo,
Aquele beijo era mesmo o fim
Era o começo e o meu desejo se perdeu de mim
E agora eu ando correndo tanto
Procurando aquele novo lugar
Aquela festa o que me resta
Encontrar alguém legal pra ficar
Agora eu vejo,
Aquele beijo era mesmo o fim
Era o começo e o meu desejo se perdeu de mim
E agora é tarde, acordo tarde
Do meu lado alguém que eu não conhecia
Outra criança adulterada
Pelos anos que a pintura escondia
E agora eu vejo,
Que aquele beijo era mesmo o fim
Era o começo e o meu desejo se perdeu de mim
CAMPANHA DAS MARCAS DA IGREJA APOSTÓLICA
1º. dia – domingo, 08 de novembro de 2009
“A Marca do Guerreiro”
Jr 6.23, Jr 20.11
Deus colocou na Igreja Apostólica e no seu ungido, uma marca de guerreiro. Davi enfrentou Golias, que era tido como um grande guerreiro, debaixo desta marca e foi vencedor. Esta é uma marca espiritual, não somos guerreiros baseados na nossa condição humana, mas sim na força do Espírito.
A marca do Guerreiro – 1Sm 16.18
1) Sabe Tocar - 2Cr 20.21
Davi era um guerreiro adorador. Seu louvor derrubava fortalezas. A Igreja de Cristo guerreia com um canto em seus lábios e através do louvor fortalezas cairão e portas se abrirão.
2) É Forte - Js 1.6-7, Joel 3.10
Davi era forte, não fisicamente, pois era pequeno, mas havia uma força interior em Davi. Quando somos fracos, então somos fortes.
3) É valente - 1Cr 12.8
A valentia do servo de Deus está estribada no poder do Espírito. O valente é destemido, corajoso como Josué, inconformado e ousado, pois sabe que Deus é a sua segurança e nada pode deter um ungido de Deus que anda na santidade do Senhor.
4) Sisudo em palavras - 1 Sm 17.46, Ap 12.11
Davi era sério e comprometido com a palavra que saía da sua boca, tinha compromisso com a palavra de Deus. Nossa guerra é vencida no poder do verbo de Deus em nossa boca. Somos guerreiros profetas.
5) O Senhor é com ele - Joel 2.1-11
A marca do guerreiro é a marca da presença de Cristo em nós, o Emanuel, o que vive em nós. Carregamos a marca da presença do vencedor me nós.
CAMPANHA DAS MARCAS DA IGREJA APOSTÓLICA
Domingo, 15 de novembro de 2009
2º. Dia: “A Marca da Força”
TEXTO BASE: IS 40. 28-31
Ter a marca da força significa ser forte física e mentalmente. Ter um espírito forte para resistir ao diabo, os sentimentos da carne e todas as adversidades que rodeiam o ser humano. Uma resistência sobre-humana.
É o Senhor quem dá ao Seu Ungido e à Sua Igreja essa marca da força (JS 14.10-12). E é através dessa marca que conquistamos aquilo que Deus tem preparado para nós. Pois a nossa conquista não acontece numa força simplesmente humana, mas sim na força do Espírito. (ZC 4.6)
A Marca da Força fará você:
1- SUPERAR TODAS AS OPOSIÇÕES.
IISM 22.30- 33
2- SER LIVRE DE TODA A MISÉRIA E OPRÓBRIO.
JZ 6.14
3- ADQUIRIR RIQUEZAS.
DT 8.18
4- SER ESTABELECIDO EM UM NOVO PATAMAR DE REALIZAÇÕES.
JR 1.17-19
5- SER AQUELE A QUEM NINGUÉM POSSA SUPORTAR, POR TODOS OS DIAS DA SUA VIDA.
JS 1.9
Quando você espera no Senhor de posse dessa marca da força (IS 40.30-31):
1- O Senhor se renova em você e você também se renova no Senhor. LM 3.21-26
2- Você passa a ter uma visão de cima em relação a sua vida e até mesmo em relação aos seus problemas. A Águia que voa. AP 4.7
3- Você corre e não se cansa. HC 2.1-4
4- Você caminha e não se fadiga. DT 8.1-4
O nosso desafio é encontrar o caminho do renovo da nossa força, pois quem cansa em meio à guerra não está sendo renovado nas suas forças e precisa rever a sua consistência espiritual. EF 6.10.
CAMPANHA DAS MARCAS DA IGREJA APOSTÓLICA
Domingo, 22 de novembro de 2009
3º. Dia: “A Marca do Amor”
TEXTO BASE: IJO 4.8-19
Amor: É a mais profunda expressão possível da personalidade e da intimidade das relações pessoais. Trata-se de uma força interior que impulsiona a uma ação que resulta em prazer, ou que impele ao auto-sacrifício pelo bem do ente amado, bem como uma profunda lealdade à pessoa (ISM 20.17-42).
Ter a marca do amor significa ser gerado em amor, mas não apenas do amor de um casal, mas nascer do amor de Deus (IISM 12.24-25), ou seja, ser o resultado do desejo do coração do Senhor. SL 139.1-16, OS 11.1-4,7-9.
Quem tem a Marca do Amor, expressa:
1- Um conhecimento espiritual e genuíno de Deus.
JO 8.42, JO 17.2-3, RM 8.14-16.
Você é filho, e como tal o amor a Jesus, o filho de Deus, é profundo. E por causa dessa sede em conhecê-Lo esse sentimento gera a vida eterna.
2- A glória de Deus, em suas atividades diárias.
IICR 6.41-42, 7.1-4, JO 3.16
A “shechinah” ou glória de Deus era chamada de amor pelos judeus, na antiguidade. A mais poderosa manifestação de Deus na terra é, foi, e continuará sendo, sempre uma expressão de amor.
3- Um amor fraternal, com base no amor de Deus exercendo um amor sacrificial.
RM 13.8-10, IJO 2.7-11, ITM 4.8
Devido a presença de Seu Espírito em nós, somos habilitados para exercitarmos esse dom e amarmos como Deus ama.
4- Uma fé atuante por intermédio do amor.
GL 5.6,
O amor inspira a fé no Senhor e não é infrutífera para que você seja e faça em favor da sua família, de Jesus e de Deus.
5- A vitória em relação às barreiras pessoais.
II CO 6.12, IJO 4.17-19, ITM 4.8.
Às vezes por não receber o amor de algumas figuras humanas importantes, você se fecha e tem bloqueios que impedem o relacionamento com o amor que vem de Deus.
A marca do amor traz para a sua vida:
1º A Capacidade de enxergar na ótica do amor de Deus, MT 6.22
2º A Capacidade de realizar a obra de Deus com alegria ICO 13:4-8
3º A Capacidade de estabelecer alianças debaixo do vínculo da perfeição CL 3.14-15
CAMPANHA DAS MARCAS DA IGREJA APOSTÓLICA
Domingo, 29 de novembro de 2009
4º. Dia: “A Marca da Vitória”
TEXTO BASE: 2 Sam 8.1-14 e Ap 17.14
O diabo quer imprimir no homem as características de alguém derrotado, porém o Senhor tem para a sua igreja marcas de vitórias. A derrota ou a vitória têm origem espiritual. O homem tem poder de determinar qual destas características vai incorporar em sua vida (Pv.23;7). Davi foi eleito por Deus e permaneceu fiel, abriu o seu coração e foi marcado poderosamente, pois reconhecia que todas as suas vitórias vinham de Deus (I Cr 29.11).
TER A MARCA DA VITÓRIA SIGNIFICA:
1) Não temer a afronta do inimigo
I Sm 17.10-11
Saul e todo o povo estavam amedrontados diante de Golias. O inimigo vem para trazer temor e terror ao nosso coração. Somos curados de todo medo através da unção que nos capacita para todas as coisas.
2) Não sermos doutrinados pela derrota
I Sm 15-16
Nos 40 dias de afronta, Davi não ouvia a voz que trazia a derrota, ele sempre se alimentou do pão da vitória que vem pela palavra do Senhor ao nosso coração.
3) Andarmos em aliança
I Sam 17.47
O infiel carrega marcas de derrota, mas a guerra e a vitória pertencem a Deus, que nos faz crescer através delas. Saul não se valeu da arca porque não tinha aliança. Como Davi, nossa aliança nos faz invencíveis, porque materializamos as vitórias do Reino de Deus na terra.
QUANDO TEMOS ESTA MARCA:
1 – O melhor do inimigo vem para nossas mãos - 2 Cr 20. 25-26
2 – Recebemos a herança como Filhos de Deus - Ap 21.7
3 – Sentaremos no trono com Cristo - Ap 3.21
4 – Teremos vitórias contínuas – 2 Sam 8.6 e 14
CAMPANHA DAS MARCAS DA IGREJA APOSTÓLICA
Domingo – 06 de Dezembro de 2009
5º DIA – A MARCA DA SOBERANIA
TEXTO BASE: Gn 1.28 e Ne 2.17
Deus criou o homem para ser soberano na terra e não para estar em opróbrio. Em Gênesis, vemos que Deus deu ao homem a condição de dominar sobre tudo – essa era a marca da soberania de Deus para Adão. Entretanto, o homem perdeu essa condição no Éden, pois Adão não tinha soberania sobre a sua vontade e Satanás lhe roubou a honra espiritual através do pecado.
Em Jesus Cristo, recebemos a marca da soberania, mas esta marca só é evidenciada se o homem for livre. Logo a escravidão do pecado, as deformações da carne, os sentimentos, militam contra a soberania do homem, tornando-o escravo.
A vitória de Jesus Cristo na Cruz do calvário abriu caminho para a que a soberania do homem fosse restaurada e hoje, debaixo do mover apostólico, você receberá a marca da soberania.
Em Jerusalém, nos tempos de Neemias, o povo estava completamente entregue a miséria, porque não exercia a sua soberania. E Deus levantou a Neemias para levar o povo a viver a restauração e reconstrução não só da cidade como também da soberania de Deus na vida deles.
COMO RECEBER ESSA MARCA DE SOBERANIA:
1º. –TRABALHANDO E LUTANDO, NA CERTEZA DA VITÓRIA
Ne 4.16-21
2º. – FECHANDO NOSSOS OUVIDOS PARA OS NOSSOS ADVERSÁRIOS
Ne 2.19 e 20
3º. – SABENDO QUE DEUS É POR NÓS
Ne 2. 17 e 18
QUANDO EU RECEBO ESSA MARCA DA SOBERANIA, EU:
1º. - NÃO SOU CONFUNDIDO PELOS MEUS ADVERSÁRIOS
Ne 6.12 e 13
2º. - VEJO A OBRA SE COMPLETAR, DE MANEIRA SOBRENATURAL
Ne 6.15
3º. - VENÇO MEUS INIMIGOS E MANIFESTO A GLÓRIA DE DEUS
Ne 6.16
CAMPANHA DAS MARCAS DA IGREJA APOSTÓLICA
Domingo – 13 de Dezembro de 2009
6º DIA – A MARCA DA PROSPERIDADE
TEXTO BASE: Dn 1.3-8, 2.48-49
A palavra de Deus em nós, “sempre” gera um mover de prosperidade. Fomos marcados no nosso nascimento em Cristo para sermos prósperos (II Co 8.9).
Não importa o cenário que está a nossa volta ou o momento que passamos. O que importa é que fomos chamados a viver a promessa do Senhor, fomos marcados pela Sua prosperidade. (3Jo 2).
NÓS RECEBEMOS ESSA MARCA DE PROSPERIDADE QUANDO:
1º. – Nos colocamos debaixo da promessa
Gl 3.13-14
2º. – Agimos de uma maneira próspera
Is 3.10
DEBAIXO DESSA MARCA :
1º. - Vencemos toda a mentira que impõe a miséria
Is 55.8, 11, 1 Co 2.16
A estratégia de Satanás é inculcar no homem o pensamento da miséria. O homem natural sempre imagina que algo não vai dar certo, mas o homem espiritual tem a convicção de que sempre o Senhor prosperará o trabalho das suas mãos.
2º. - Não ficamos acomodados
Js 1.3,5-8
Aquele que é próspero, não espera acontecer, ele vai pra cima. Sempre está posicionado, porque ele sabe: a prosperidade não acontece por acaso (Mt 11.12)
3º. - Temos a consciência de quem somos
Dn 6.28
Daniel não era um escravo na Babilônia, ele tinha a consciência que Deus tinha um propósito de prosperá-lo naquela terra. Nós fomos chamados para ocupar os melhores lugares desta terra.
Nós somos como Daniel, José e Davi: onde não havia possibilidade humana de “nada”, o Senhor trouxe à existência a marca de prosperidade para vivermos “tudo” o que é da sua vontade!
CAMPANHA DE DOMINGO AS MARCAS DA IGREJA APOSTÓLICA
Domingo, 20 de Dezembro de 2009
7º Dia – A MARCA DA PERSEGUIÇÃO, AS MARCAS DE CRISTO
Textos Base: GL 6.17, ISM 25.29
Orgulhamo-nos muitas vezes de termos as credenciais do apostolado: “os Sinais, Prodígios e Maravilhas” tão bem lembrados e tão comentados.
Mas será que temos o mesmo sentimento de orgulho quando falamos sobre termos as marcas de Cristo nas nossas vidas, de termos as marcas nas perseguições?
Davi cresceu e viveu humanamente e espiritualmente em meio às grandes perseguições, e assim através delas a sua constituição se manifestou com toda a plenitude. Davi tinha a garantia por parte do seu Aliado de que em meio às perseguições Ele sempre estaria presente, lhe dando vitórias em suas provas, e por isso chegou a usar armas mais poderosas. Dadas às suas guerras, ele pôde até vergar um arco de bronze, ele não precisou ficar usando o resto da vida um bordão de pastor, uma atiradeira e pedras. (IISM 22.38)
O Apóstolo Paulo, da mesma maneira, sabia do valor dessas marcas e não permitia que ninguém o censurasse por causa delas, pelo contrário ele sabia que eram marcas que lhe habilitavam muito mais a lutar em defesa do apostolado.
As perseguições forjaram cicatrizes espirituais, marcas que o tornaram mais resistente a tudo e muito mais convicto de seu envio e dos propósitos de Deus com a sua vida, chegando a desafiar a morte se necessário fosse. (IICO 4:8-12)
TEMOS QUE TER ALEGRIA AO PASSARMOS PERSEGUIÇÕES, POIS:
1º - Estamos sendo aperfeiçoados para coisas superiores.
TG 1.2-4.
2º - Os que nos perseguem estão debaixo da Ira de Deus.
ITS 2.15-16.
3º - Temos uma herança bendita: a autoridade no Reino dos Céus
MT 5.10, RM 8.17
4º - Como Jesus, estamos marcando as gerações com a Palavra da Verdade que liberta.
JO 15.20, RM 12.14,19-21
5º - Deus nos livra de toda perseguição, pois faz parte de nossa constituição.
IITM 3.11-13.
CAMPANHA DE DOMINGO - “AS MARCAS DA IGREJA APOSTÓLICA”
Domingo, 27 de dezembro de 2009
8º. Dia – A MARCA DO ALTAR
Texto Base: IISM 24.18-25
A Bíblia nos mostra o altar como um lugar destinado a realização de sacrifícios, de adoração e consagração do homem a Deus.
Vemos também o altar sendo edificado em determinadas ocasiões:
- quando o homem se encontrava com Deus;
- quando recebia uma revelação, uma promessa.
- quando se fazia um voto a Deus.
O altar sempre foi um lugar no qual Deus fala ao homem e lhe responde.
Ter a marca do altar em nossas vidas significa vivermos experiências sobrenaturais com Deus, sermos provados e aprovados através de nossas entregas, consagrações e adorações.
O propósito e o plano de Deus sempre geram em nossas vidas, compromisso e dedicação.
Davi havia pecado e a conseqüência disto foi uma mortandade sobre o povo de Israel. Naquele momento de sua vida, o que mais ele precisava fazer, era se consagrar no altar de Deus.
QUEM TEM A MARCA DO ALTAR, VIVE:
1º. - Arrependimento
IISM 24.17.
2º. - Obediência
IISM 24.18-19.
3º. - Entrega
IISM 24.24
4º. - Perdão de Deus
IISM 24.25
5º. - Renovo, para dar continuidade à sua vocação.
IS 40.30-31, IS 61.1-6.
CAMPANHA DE DOMINGO - AS MARCAS DA IGREJA APOSTÓLICA
Domingo, 03 de Janeiro de 2010
9º. Dia – “A MARCA DA UNÇÃO APOSTÓLICA”
Textos Base: MT 14.22-33
No mundo natural, somos reconhecidos pela nossa capacidade, ela se
constitui, no diferencial que alguém possui para realizar uma tarefa, pode
ser uma habilidade adquirida, ou uma habilidade nata, que ao seu tempo,
encontrou expressão e reconhecimento.
A Unção Apostólica do Senhor nos leva muito além do que qualquer capacidade humana (IJO 2.27), quando você conhece ao Senhor e recebe Dele um chamado (LC 5.10), você começa a realizar no mundo espiritual, numa dimensão inédita, traz a existência às coisas que não existem, atinge resultados que não seriam possíveis sem esta unção, realiza o que seria impossível.
Recebemos a Palavra no Culto da Virada, é Ano Apostólico de Pedro, homem que recebeu e foi marcado pela Unção Apostólica.
A marca da unção apostólica é ter a marca da plenitude da manifestação do Poder de Deus em nossas vidas IICO 12.12.
AQUELE QUE TEM A MARCA DA UNÇÃO APOSTÓLICA:
1º - Faz o que nunca foi feito - MT 14.29
Vamos andar sobre as águas e o Senhor Jesus vai segurar nas nossas mãos e as tempestades que vierem vamos vencer.
2º - Recebe as chaves do Reino de Deus - MT 16.17-19
Deus vai nos usar poderosamente, este é um ano de revelação de Jesus Cristo, teremos chaves de autoridade, vamos ligar na terra e terá sido ligado nos céus.
3º - Vive o poder da transformação - JO 21.15-19
Pedro era um homem duro e foi trabalhado no seu caráter através dos ensinamentos de Jesus Cristo, viveu uma dupla unção de força (Pedra sobre Rocha).
4º - Vive a mudança de rumo - AT 4.13-14
Ser colocado em patamares superiores, coisas maiores na nossa vida.
5º - Vive uma dimensão de autoridade superior – EF 1.3
Esta autoridade esta delegada. Você não terá timidez.
Oração Profética
Neste poderoso Ano Apostólico de Pedro,
Ano da Primogenitura, ano de andar sobre as águas.
Eu declaro em nome de Jesus, que recebo as chaves dos grandes livramentos espirituais,
Todas as prisões que limitavam a minha caminhada vão se abrir,
Vão ter as portas abertas automaticamente em nome de Jesus,
Todas as tempestades vão se acalmar,
Eu as vencerei fazendo o que nunca foi feito,
Eu andarei sobre as águas,
Eu viverei novos patamares espirituais,
Subirei no monte com o meu Senhor Jesus,
Verei a Sua Glória e serei batizado com revelações profundas do Espírito Santo de Deus,
Eu recebo agora as chaves que ligam na terra e ligam nos céus,
Eu destruo em nome de Jesus,
Todo o poder da morte e terei restituição pelo espírito de ressurreição que está na minha vida,
Ano de Pedro, ano de pescar o sobrenatural,
De viver a cura na minha família, de ter a pesca que nunca ninguém pescou,
Eu recebo agora a unção do primogênito,
E está unção estará 365 dias do ano na minha casa, na minha vida e na minha família,
Eu profetizo, a partir de agora eu estou andando sobre as águas,
Eu viverei o melhor ano da história da minha vida,
Ano de Pedro, ano de vitórias em nome do Senhor Jesus,
Amém.
Apóstolo Estevam Hernandes
CAMPANHA DAS MARCAS DA IGREJA APOSTÓLICA
Domingo, 10 de janeiro de 2010
10º Dia A MARCA DO CHAMADO
TEXTOS BASE:
Mateus 22:14
Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.
Lc.10:1-3
1 Depois disto, o Senhor designou outros setenta; e os enviou de dois em dois, para que o precedessem em cada cidade e lugar aonde ele estava para ir.
2 E lhes fez a seguinte advertência: A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.
3 Ide! Eis que eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos.
QUEM TEM ESSA MARCA DO CHAMADO:
1º) Se libera de laços de afetos humanos.
Mt.19:27e30
27 Então, lhe falou Pedro: Eis que nós tudo deixamos e te seguimos; que será, pois, de nós?
30 Porém muitos primeiros serão últimos; e os últimos, primeiros.
2º) Não depende de prata e ouro, dependo do Deus dono da prata e do ouro.
Mt.10:9-10.
9 Não vos provereis de ouro, nem de prata, nem de cobre nos vossos cintos;
10 nem de alforje para o caminho, nem de duas túnicas, nem de sandálias, nem de bordão; porque digno é o trabalhador do seu alimento.
Ag.2:8.
8 Minha é a prata, meu é o ouro, diz o SENHOR dos Exércitos.
3º) É prudente, não se deixa levar pelos ímpios.
Mt.10:16-18.
16 Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.
17 E acautelai-vos dos homens; porque vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas;
18 por minha causa sereis levados à presença de governadores e de reis, para lhes servir de testemunho, a eles e aos gentios.
4º) Se deixa possuir pelo Espírito de Deus.
Mt.10:19 e 20.
19 E, quando vos entregarem, não cuideis em como ou o que haveis de falar, porque, naquela hora, vos será concedido o que haveis de dizer,
20 visto que não sois vós os que falais, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós.
1 Samuel 10:6
O Espírito do SENHOR se apossará de ti, e profetizarás com eles e tu serás mudado em outro homem.
5º) Não se deixa enganar pelo mal, tem o poder da revelação.
Mt.10:8,26-27.
8 Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça daí
26 Portanto, não os temais; pois nada há encoberto, que não venha a ser revelado; nem oculto, que não venha a ser conhecido.
27 O que vos digo às escuras, dizei-o a plena luz; e o que se vos diz ao ouvido, proclamai-o dos eirados.
6º) Recebe muito mais do que possa ter perdido pelo chamado.
Mt.19:28 e 29.
28 Jesus lhes respondeu: Em verdade vos digo que vós, os que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do Homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel.
29 E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe ou mulher, ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna.
AS EPÍSTOLAS
De Roma ele escreveu duas cartas: a primeira endereçada aos fieis da Ásia Menor, principalmente aqueles do Ponto, da Galáxia, da Capadócia e da Bitínia. Presume-se que ele escreveu esta epístola um pouco antes do ano 64 e contou com a colaboração de Silvano e Marcos, que também ajudaram São Paulo. Na parte final da carta, escreveu:
“Por Silvano, irmão fiel, como entendo, vos escrevi em poucas palavras, exortando-vos e testificando que esta é a verdadeira graça de DEUS, na qual deveis permanecer firmes. A (Igreja) que está em Babilônia (Roma), eleita como vós, vos saúda, como também Marcos (o Evangelista), o meu filho. Saudai-vos uns aos outros com o ósculo da caridade. A paz esteja com todos vós os que estais em CRISTO JESUS! Amém.” (1 Pd 5,12-14)
Pouco tempo antes de escrever a Segunda Epístola, provavelmente no início do ano 67, endereçada a todas as Comunidades Cristãs, em êxtase recebeu um aviso do SENHOR, que sua missão estava chegando ao fim, por isso escreveu:
“Entendo que é justo despertar-vos com minhas admoestações, enquanto estou nesta tenda terrena, sabendo que em breve hei de despojar-me dela, como, aliás, nosso SENHOR JESUS CRISTO me revelou.” (2 Pd 1,13-14)
PRISÃO E MORTE
Segundo a Tradição Cristã, Pedro foi preso nos primeiros meses de 67, como cúmplice do incêndio da cidade de Roma. Foi condenado à morte de cruz, conforme sentença da primeira sessão do Tribunal Romano, sob a ordem do Imperador Nero. A execução foi consumada pelos lictores e soldados da guarda pretoriana, na colina do Vaticano, no mesmo dia em que Paulo foi decapitado. (Conforme carta de Clemente, bispo de Roma em 95 – Arquivo do Vaticano). No momento da execução, Pedro pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, porque não se sentia digno de morrer na cruz, como CRISTO morreu. Os carrascos atenderam a sua última vontade.
Os documentos a seguir testemunham a crucificação do Apóstolo:
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A maneira como ocorreu e o local onde Pedro morreu, deveria ser conhecida em muitos círculos Cristãos no fim do primeiro século, da mesma maneira que está bem clara a citação no Evangelho de São João relativa à profecia de CRISTO sobre Pedro, afirmando que ele seria conduzido onde ele não queria ir. Isto para significar qual o tipo de morte que teria para glorificar a DEUS. JESUS disse a Pedro: “Em verdade, em verdade, te digo: quando eras jovem tu te cingias e andava por onde querias; quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá e te conduzirá aonde não queres.” (João 21,18-19). Tal citação concede aos leitores um conhecimento seguro sobre o modo de como Pedro foi morto.
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Outro testemunho relativo ao martírio de Pedro e Paulo, é fornecido por Clemente de Roma em sua Epístola aos Coríntios (escrita cerca de 95-97 AD), em que ele diz: "Por zelo e astúcia o maior e a maioria dos Discípulos íntegros (da Igreja) sofreram perseguição e foram levados à morte. Coloquemos diante de nossos olhos o bom Apóstolo São Pedro, o qual foi submetido a um tratamento injusto e cruel, sofrendo numerosas misérias, e assim, tendo dado testemunho do SENHOR, foi martirizado, e entrou no lugar merecido da glória". A seguir, ele menciona Paulo e vários outros eleitos que juntos ou isoladamente, sofreram o martírio “entre nós” (hemin de en, i.e., entre os romanos, IV). Clemente de Roma está se referindo a perseguição que Nero covardemente fez aos cristãos, e aqui, ele coloca em realce o martírio que Pedro e Paulo sofreram naquela época.
Nero foi Imperador Romano entre 54 e 68. Em Julho de 64 começou a terrível perseguição que empreendeu contra os cristãos, e no começo de 68 fugiu de Roma e se suicidou. Assim sendo, a morte de Pedro aconteceu no mencionado período, de Julho/64 a princípio/68. O ano 67 é aquele de maior preferência entre os biógrafos e da Tradição Cristã. Contudo, o dia do martírio também é desconhecido; 29 de junho, foi o dia escolhido para a sua Festa desde o quarto século, todavia, não existe uma prova concreta de que foi exatamente no dia 29 em que ele morreu.
Ainda relativo à maneira da morte de Pedro, possuímos uma tradição, atestada por Tertuliano ao término do segundo século e por Orígenes (conforme História Eclesiástica, II, Eusebius Pamphilus, Bispo de Caesarea – 265/339) afirmando que ele foi crucificado. Orígenes disse: "Pedro foi crucificado em Roma com a cabeça para baixo, como ele tinha desejado morrer".
TÚMULO DE PEDRO
Ao pé da Colina do Vaticano, nas proximidades da Via Cornélia, o Príncipe dos Apóstolos encontrou o seu lugar de sepultamento. Deste sepulcro, Caius já falava no terceiro século. Durante um tempo os restos de Pedro e Paulo foram postos em uma abóbada na Via Ápia no lugar “ad Catacumbas” onde a Igreja de São Sebastião está localizada. (A sua ereção no século IV foi dedicada aos dois Apóstolos). Os restos provavelmente tinham sido levados para lá no começo da perseguição de Valeriano em 258, para protegê-los contra a ameaça de dessacralização empreendida pelo Imperador Romano, quando o Cemitério dos Cristãos foi confiscado. Depois os restos mortais retornaram ao local anterior, e o Imperador Constantino, o Grande, fez uma Basílica magnífica erguida em cima do sepulcro de Pedro ao pé da Colina do Vaticano. Esta Basílica foi substituída no décimo sexto século pela atual Basílica de São Pedro. Abaixo da estrutura do altar, em cima da abóbada que abriga o sarcófago com os restos do Apóstolo, foi feita uma cavidade. Ela estava fechada na frente por uma pequena porta ao lado do altar. Abrindo a porta o peregrino poderia desfrutar do grande privilégio de se ajoelhar diretamente em cima do sarcófago de Simão Pedro. A Chave desta porta só era concedida com especial autorização. (cf. Excursões de Gregory, "De gloria martyrum", I, 28).
A memória de São Pedro também está associada a Catacumba de Santa Priscilla na Via Salaria. De acordo com a Tradição Cristã, São Pedro ali instruiu os cristãos e administrou o batismo a muitas pessoas. Esta tradição parece estar baseada em testemunhos mais antigos. A catacumba está situada debaixo do jardim de uma vila da família de um antigo Senador Cristão, a mansão era denominada de Acilii Glabriones, e a sua construção foi antes do fim do primeiro século. Acilius Glabrio, foi cônsul romano em 91. Quando descobriram que ele era cristão, foi condenado a morte pelo Imperador Domiciano. É bem possível que a fé da família tenha se originado no tempo Apostólico, e que segundo a Tradição, o Príncipe dos Apóstolos recebeu uma hospitaleira recepção na casa do cônsul, durante a sua estada em Roma.
Em recentes escavações iniciadas em 1940, realizadas embaixo da Basílica de São Pedro, no Vaticano, os arqueólogos observaram que todos os túmulos convergiam para um túmulo especial. Ao redor dele tinha sido construído um muro de terracota, pintado em vermelho e que pelas inscrições, era particularmente venerado. No muro continha desenhos de grafitos, que peritos leram as letras: “PE – TR”, iniciais do nome grego Petros (Pedro), e “EN” que queria dizer “ENI”, ou seja “está aqui”. Então significa: “Pedro jaz aqui”. Assim, as escavações arqueológicas permitiram identificar o lugar exato da sepultura de Pedro, situada sob o atual altar da Confissão. Os restos mortais foram transladados para a Basílica de São Pedro, onde se encontram num túmulo especial.
TRABALHO APOSTÓLICO
A “Tradição Cristã” conserva, que terminado o Concílio em Jerusalém, Pedro viajou para Roma. Era um antigo ideal que zelosamente guardava no coração, de poder evangelizar o centro do Império Romano. Provavelmente se deslocou para Cesaréia e ainda no ano 49 ou 50, foi para a Itália, quando Cláudio era o Imperador Romano. Quanto ao local onde Pedro se estabeleceu e fez a sua primeira morada, há diversas suposições, quase todas baseadas em lendas, às vezes fantasiosas, sem qualquer possibilidade de comprovação, motivo porque as omitimos. Todavia, quanto ao trabalho que desenvolveu, existem muitas informações documentadas atestando a sua admirável obra, a qual dedicou-se com empenho e perseverança na divulgação do evangelho de JESUS, fundando Comunidades e dando assistência a todas elas, até o fim de sua vida. Dezenas de escritos testemunham esta verdade, dos quais citaremos alguns, dos muitos que se encontram nos Arquivos do Vaticano:
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Papia, bispo de Hierápolis, conforme carta escrita a um parente, conheceu alguns discípulos dos Apóstolos no ano 121, os quais afirmavam que Pedro predicara em Roma;
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Irineu, bispo de Lion, na França, e Dionísio, bispo de Corinto na Grécia, em seus escritos, datados do ano 180, falam da permanência e do magnífico trabalho que Pedro fez em Roma.
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A Primeira Epístola de Pedro foi escrita em Roma, conforme podemos observar pela saudação final, onde se lê: "A (Igreja) que está em Babilônia, eleita como vós, vos saúda, como também Marcos, o meu filho." (1 Pd 5,13). Babilônia significa aqui a capital do império romano; a referência só pode ser para Roma, porque ela é a única cidade chamada de “Babilônia” em outro lugar na literatura Cristã antiga [conforme Apocalipse (Ap 17,5; 18, 10), e também Oracula Sibyl (Capitulo V, versos 143 e 159, ed. Geffcken, Leipzig, 1902, 111)].
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Tanto o Bispo Papias de Hierápolis, como o biógrafo Clemente de Alexandria, utilizaram o testemunho dos velhos Padres (i.e., dos discípulos dos Apóstolos) e testemunharam afirmando :“nós aprendemos que Marcos escreveu o 2º Evangelho de NOSSO SENHOR JESUS CRISTO a pedido dos cristãos romanos que desejavam ter por escrito toda a doutrina que oralmente Pedro pregava e ensinava aos seus discípulos” (conforme Eusébio, "História Eclesiástica", II, 15; III, 11; VI, 14); isto também é confirmado por Irineu (conf. Adv. haer., III, 1).
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Clemente de Alexandria, professor na Escola Catequética da cidade de Alexandria no Egito, em seu “Hypotyposes”, aproximadamente no ano 190, escreveu baseado na Tradição dos Velhos Padres: "Depois de Pedro ter anunciado a Palavra de Deus em Roma e ensinado o Evangelho do ESPÍRITO de DEUS, os líderes da Comunidade pediram a Marcos que tinha acompanhado Pedro em todas as suas jornadas, que escrevesse o que o Apóstolo tinha oralmente ensinado a eles." (Eusébio, "História Eclesiástica", IV, XIV).
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O venerável Bispo Ignácio de Antioquia, escreveu uma carta no começo do segundo século (antes do ano 117), enquanto era conduzido para Roma para ser martirizado. Na epístola, se empenhava por todos os meios para conter os cristãos romanos que se esforçavam em conseguir o perdão para ele. Então ele escreveu: "Eu não lhes peço nada, da mesma forma que Pedro e Paulo também não pediram: eles eram Apóstolos e estavam junto de vocês, enquanto eu sou apenas um cativo" (conforme Anúncio. Rom., IV). O significado desta observação é que os dois valorosos Apóstolos estando em Roma, lá ensinaram o Santo Evangelho e rezaram com os fieis, com toda autoridade Apostólica, e foram mortos sob a ordem do Imperador Nero.
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O Bispo Dionísio de Corinto, na carta em que escreveu a Igreja de Roma no tempo do Papa Soter (165-174), diz: " Você tem a urgente exortação semeada por Pedro e Paulo em Roma e em Corinto. Pois ambos plantaram as sementes do Evangelho também em Corinto, e juntos nos instruiu, da mesma maneira que eles ensinaram igualmente no mesmo lugar da Itália (em Roma) e ao mesmo tempo sofreram o martírio" (Eusébio, "História Eclesiástica", II, 28).
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Irineu de Lyon, nasceu na Ásia Menor e era discípulo de Polycarpo de Esmirna (que por sua vez, foi discípulo de São João), passou um tempo considerável em Roma logo após a metade do segundo século, e então, foi para Lyon, na França, onde se tornou bispo em 177; de lá descreveu a Igreja de Roma como sendo a mais proeminente e principal conservadora da Tradição Apostólica, como "a maior e mais antiga Igreja, conhecida por todos os cristãos, fundada e organizada em Roma por dois dos mais gloriosos Apóstolos, Pedro e Paulo" (conf. Adv. haer., III, III; cf. III, I). Assim ele faz uso de um acontecimento muito conhecido, reconhecendo a magnífica atividade Apostólica de Pedro e Paulo em Roma, como uma indestrutível prova da Tradição Cristã contra os hereges.
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Do mesmo modo que Irineu, Tertuliano também invoca, nos seus escritos contra os hereges, como prova da verdadeira Tradição Eclesiástica o labor Apostólico de Pedro e Paulo em Roma. Em ("De Praescriptione", XXXV), ele diz: "Se tua arte está perto da Itália, tu apresse a chegar em Roma onde a autoridade sempre está dentro do alcance. Quão afortunada é esta Igreja para a qual os Apóstolos derramaram o ensinamento deles com o próprio sangue, onde Pedro viveu a Paixão do SENHOR e onde Paulo foi coroado com a morte igual a João Batista." Em ("Scorpiace", XV), ele também fala da crucificação de Pedro. "A fé que brotava em Roma, Nero transformou em sangue. Lá Pedro foi cingido por outro, desde que ele foi ligado à cruz". Como ilustração sobre o batismo cristão, ele declara no seu livro (“De Baptismo”, Cap. V) que não há "nenhuma diferença entre o Batismo que João batizou no Jordão e o Batismo de sangue que Pedro batizou no Tiber" (ambos santificam o homem); e contra o herege Marcion ele invoca o testemunho dos cristãos romanos, "a quem Pedro e Paulo deram o Evangelho lacrado com o seu próprio sangue." (Adv. Marc., IV, V).
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O sacerdote Caius, conhecido como o romano, morou na capital do Império ao tempo do Papa Zeferino (198-217). Escreveu no seu Diálogo com Proclus contra os Montanistas: "Mas eu posso mostrar os troféus dos Apóstolos. Se você se preocupa em ir até o Vaticano ou na estrada de Ostia, tu acharás os troféus desses que fundaram esta Igreja". (Eusebio, "Hist. Eccl.", II, XXVIII). Pelos troféus (tropaia) Eusebio entende os sepulcros dos Apóstolos. Eusébio também se refere que "a inscrição dos nomes de Pedro e Paulo lá foram preservados" até o dia de hoje, no lugar onde foram sepultados (i.e. em Roma).
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Os Atos apócrifos e os Atos de São Pedro e São Paulo, atribuídos a Pedro, embora não reconhecidos pela Igreja como livros canônicos, pertencem igualmente à série de testemunhos importantes sobre a obra e a morte dos dois Apóstolos em Roma. Existe uma coletânea de livros editados na França em 1870, onde se encontram diversos textos interessantes dos mencionados manuscritos, os quais testemunham a presença e a obra de Pedro e Paulo em Roma e na Ásia Menor. Também há vários fragmentos que foram preservados por Clemente de Alexandria e publicados. (cf. Dobschuts, "Das Kerygma Petri kritisch untersucht" em " Texte u. Untersuchungen ", XI, I, Leipzig, 1893).
DURAÇÃO DO TRABALHO
As informações acima, tem a finalidade de suprir a ausência de elementos mais precisos sobre a atividade do Apóstolo Pedro e de sua morte em Roma. Podemos acrescentar que o trabalho de Pedro abrangeu um período razoavelmente longo. Esta conclusão é confirmada pela voz unânime da Tradição que, já na metade do segundo século, designou o Príncipe dos Apóstolos como fundador da Igreja romana. É praticamente certo que Pedro viajou para Roma depois de 49 A.D. Sobre a duração do trabalho evangelizador de Pedro em Roma, há também controvérsias e não podemos seguir integralmente os dados cronológicos de Eusébio e Jerônimo, cujas considerações foram estabelecidas sobre crônicas do terceiro século, as quais não fazem parte da Velha Tradição, mas apenas constituem o resultado de cálculos que tiveram por base uma lista episcopal datada de fins do segundo século. Conforme Eusébio, foi apresentado no terceiro século o "Chronograph 354", que estabelece um tempo de vinte e cinco anos de pontificado para São Pedro em Roma. Entretanto, consideramos o mencionado tempo excessivamente longo, se lembrarmos que a chegada de Pedro a Roma foi em 49. De acordo com a "Crônica" de Eusébio, o décimo terceiro ou décimo quarto ano do reinado de Nero é considerado como o ano em que ocorreu a morte de Pedro e Paulo (ou seja, ano 67-68). Assim sendo, como Pedro chegou a Roma no ano 49 e morreu no ano 67, a relação apresentada pelo “Chronograph 354” que fixa o seu episcopado em vinte e cinco anos, evidentemente não está correta e assim, o tempo de 25 anos deverá ser reduzido para dezoito anos, (porque 67 - 49 = 18 anos) (cf. Bartolini, Roma, 1868). Na verdade o período de 18 anos é um tempo mais condizente com os fatos conservados pela Tradição Cristã.
LIBERTAÇÃO MILAGROSA
No ano 42 o rei Herodes Agripa I com sua costumeira crueldade, querendo ser agradável aos judeus, decidiu maltratar membros da Igreja. Mandou matar a espada o Apóstolo Tiago Maior, irmão de João (o Evangelista) e vendo que os judeus festejaram a iniciativa, também mandou prender Pedro. Lançou-o no cárcere e ordenou que fosse vigiado por quatro guarnições de quatro soldados cada uma. Depois da Páscoa tencionava apresentá-lo ao povo que iria julgá-lo. Enquanto Pedro estava na prisão a Igreja não cessava de rezar por ele. Na noite em que Agripa estava para apresentá-lo ao povo, Pedro dormia acorrentado entre dois soldados. De súbito, o Anjo do SENHOR apareceu e a cela foi inundada de luz. O Anjo despertou Pedro e lhe disse: “Levanta-te! Depressa”. (At 12,7) No mesmo momento soltaram as correntes de suas mãos. O Anjo lhe disse: “Cinge-te e amarra as sandálias. Joga o teu manto sobre os ombros e segue-me.” (At 12,8) Foi o que ele fez. Passaram o primeiro e segundo posto de guardas e alcançaram o portão de ferro que dá para a cidade. Ele se abriu por si mesmo diante deles. Saíram e caminharam por uma rua, o Anjo desapareceu. Então Pedro compreendeu que na verdade o SENHOR enviou o seu Anjo e o livrou das mãos do rei Herodes Agripa I e da expectativa do povo judeu. Imediatamente dirigiu-se a casa de Maria Salomé, mãe de João, onde rezavam por ele. Vibraram de alegria com a sua chegada, mas ele fez sinal com a mão para que fizessem silêncio e pediu que avisassem os demais irmãos e a Tiago Menor, porque desejava encontrar-se com ele. Em local reservado encontrou-se com Tiago e o nomeou Chefe da Igreja em Jerusalém. Em seguida, se ocultou para não ficar exposto as tramas de Herodes.
Nos Atos dos Apóstolos, São Lucas não informa para onde Pedro foi. Entretanto, pelas citações no mesmo Atos dos Apóstolos e nas Epístolas de São Paulo, não é difícil compreender que Pedro realizou diversas viagens missionárias, incluindo Antioquia e outras regiões da Ásia Menor. Para confirmar este fato, lembremos a primeira Carta que ele escreveu de Roma, endereçada aos estrangeiros da Dispersão (Diáspora), ou seja, aos judeus convertidos que viviam em outras terras no meio dos pagãos: na região do Ponto, da Galáxia, da Capadócia, da Ásia Menor e da Bitínia. Com certeza estava enviando aquela carta aos fieis que ele conhecia. Como sabemos, a Igreja de Antioquia foi fundada no ano 37, pelos cristãos que fugiram de Jerusalém durante a perseguição de Saulo de Tarso (At 8,1 e 11,19-21). A presença de Pedro entre os cristãos de Antioquia, pode ser constatada, pelo episódio narrado por Paulo na Carta em que escreveu aos Gálatas (Gal 2,11-21). Por outro lado, pelas referências também de Paulo na sua Primeira Carta à Igreja de Corinto (1 Cor 1,12; 3,22), compreende-se que ambos, Pedro e Paulo, em épocas diferentes também trabalharam na mesma comunidade de Corinto. Estes são alguns testemunhos inquestionáveis das viagens apostólicas de Simão Pedro, a partir do ano 42 até o ano de 49, quando retornou a Jerusalém para participar do Concílio Apostólico. (At 12,1-17)
CONCÍLIO DE JERUSALÉM
No ano 49 foi convocado um Concílio para tratar de assuntos importantes da Igreja, principalmente no âmbito da evangelização.
Paulo de Tarso, subiu a Jerusalém para participar, objetivando resolver diversas questões que estavam interferindo no completo êxito da missão evangelizadora. Ele teve a iniciativa de submeter às autoridades conciliares, uma proposição a fim de abolir a obrigação da circuncisão para os neocristãos, ou seja, as pessoas que receberam o sacramento do Batismo não tinham a necessidade de serem circuncidadas, como condição de se tornarem “cristãos”, membros da Igreja e alcançarem a salvação eterna. Isto porque pela doutrina cristã, só o Sacramento do Batismo é necessário, ele é o primeiro sacramento da Iniciação, que faz do batizando um autêntico cristão e membro da Igreja de CRISTO, além de neutralizar no fiel a ação do pecado original, de perdoar os pecados cometidos até aquele dia, além de também infundir as três Virtudes Teologais: Fé, Esperança e Caridade (Amor) e uma preciosa quantidade de graças santificantes na alma do batizando, garantindo-lhe a salvação eterna.
Então o que estava ocorrendo na Igreja Primitiva era um excesso de exigências para tornar-se cristão: para se converter ao cristianismo eram obrigados a se submeterem aos dois ritos: primeiro o Batismo (por imersão na Água) e depois era feita a Circuncisão (ablação da pele que cobre a glande do pênis) como exigia a Lei mosaica.
Apoiando a proposição de Paulo, Pedro fez um bonito discurso dizendo:
“Irmãos, vós sabeis que, desde os primeiros dias, DEUS me escolheu do meio de vós para que os gentios (pagãos) ouçam de minha boca a palavra do evangelho e abracem a fé. E DEUS, que conhece os corações, testemunhou em seu favor, dando-lhes o ESPÍRITO SANTO como a nós. Não fez distinção alguma entre eles e nós, pois purificou os seus corações pela fé. Por que agora tentais a DEUS, querendo impor aos discípulos um jugo que nem os vossos pais, nem nós tivemos a força de suportar? Aliás, é pela graça do SENHOR JESUS que acreditamos ser salvos, exatamente como eles.” (At 15,7-11)
Assim que Pedro terminou, Tiago Menor (como chefe da Igreja em Jerusalém, ou seja, o Bispo de Jerusalém, embora a Diocese ainda não existisse) se levantou e manifestando-se de pleno acordo disse:
“... julgo que não se devem molestar os pagãos que se convertem a DEUS. Seja-lhes ordenado somente absterem-se do que está contaminado pelos ídolos, das uniões ilegítimas, das carnes sufocadas e do sangue.” (At 15,19-20)
Logo após, redigiram uma Carta Apostólica com a decisão unânime da assembléia, onde os Apóstolos e Anciãos assinaram. O documento foi enviado e lido em todas as Igrejas. (At 15,7-29)
VIAGENS EVANGELIZADORAS
Os Apóstolos ampliando o campo de atuação, percorreram a Samaria, a Peréia, Decápolis, Galileia, Abilene, Ituréia, Iduméia, visitando cidades e fundando novas Comunidades Cristãs, ensejando o aparecimento de fieis entusiasmados e cheios de amor. Na continuidade, avançaram para evangelizar a Antioquia, Cilícia, Capadócia e muitas outras regiões. Por outro lado, pelas mãos dos Apóstolos aconteciam numerosos sinais e prodígios milagrosos no meio do povo, comprovando que eles estavam com DEUS e que a missão de divulgar a doutrina de CRISTO, era a Vontade do SENHOR.
Pedro, na sua caminhada evangelizadora chegou em Lida. Lá foi convidado a visitar um paralítico e rezar por ele. Entrou na casa e encontrou Enéias, que estava paralítico há 8 anos prostrado num leito. Disse-lhe: “Enéias, JESUS CRISTO te restitui à saúde: levanta-te e arruma a tua cama.” (At 9,34) Ele se levantou imediatamente e a alegria foi geral, todos sorriam e louvavam a DEUS ao mesmo tempo em que abraçavam e beijavam as mãos do Apóstolo. Os habitantes de Lida e da planície de Saron que conheciam Enéias, ficaram emocionados e se converteram ao SENHOR.
EM JOPE
Na cidade próxima, pessoas que acolhiam os ensinamentos de JESUS, sabendo da presença de Pedro em Lida, enviaram dois mensageiros para encontrá-lo com o seguinte pedido: “Vem ter conosco sem demora.”
Pedro partiu imediatamente. Havia em Jope uma mulher chamada Tabita, que praticava boas obras e dava esmolas com muita generosidade. Nas últimas semanas, ficou doente e morreu. Assim que ele chegou, levaram-no à sala superior onde ela estava. As viúvas choravam e mostravam as lindas túnicas e os vestidos feitos por Tabita. Pedro mandou que todos saíssem. Ajoelhou e rezou. Depois de um momento, de pé diante do corpo falou: “Tabita, levanta-te”. Ela abriu os olhos, fixou-os em Pedro e silenciosamente sentou-se na cama. Pedro estendeu-lhe a mão e levantou-a. Chamou os parentes, amigos e as viúvas: venham! Diante de Tabita viva, risos e choro se multiplicaram num imenso júbilo, ao mesmo tempo em que de joelhos piedosamente agradeceram a DEUS aquele maravilhoso milagre. (At 9,36-42)
CORNÉLIO, O CENTURIÃO
Vivia em Cesaréia o centurião Cornélio, servidor do Império Romano. Embora pagão, ele e sua família temiam a DEUS e rezavam frequentemente, além de distribuir esmolas e ajudar as famílias menos favorecidas. Certo dia teve uma visão: um Anjo entrou em sua casa e chamou-o: “Cornélio!” Ele cheio de temor, olhou para o Anjo e respondeu: “Que há, Senhor?” Falou o Anjo: “As tuas orações e as tuas esmolas, subiram até diante de DEUS e ELE se lembrou de ti. Agora, pois, envia alguns homens a Jope e manda chamar Simão, denominado Pedro. Está hospedado em casa de certo Simão, curtidor, cuja casa se acha perto do mar.” (At 10,3-6)
Cornélio enviou dois homens e um soldado a procura do Apóstolo em Jope. Simão Pedro rezava no terraço da casa, aguardando o almoço, quando entrou em êxtase. Viu o Céu aberto e uma grande toalha sustentada pelas quatro pontas, descer para a Terra. Dentro havia todos os quadrúpedes, répteis e aves do Céu. Uma voz lhe disse: “Levanta-te, Pedro, imola e come.” Pedro respondeu: “De modo nenhum SENHOR! Porque jamais comi coisa profana e impura!” A voz replicou: “Não chames impuro o que DEUS declarou puro.” Repetiu isto por três vezes, depois a toalha foi recolhida ao Céu. (At 10,7-16)
Neste momento chegaram os homens de Cornélio, e Pedro, acompanhado por alguns cristãos de Jope, seguiu com eles para Cesaréia. Mas durante a viagem mantinha na memória a visão que teve. E compreendeu então o recado Divino. Ele estava sendo convidado a se libertar dos próprios escrúpulos no tocante a pureza legal, ou seja, a pureza conforme o texto da lei. Os judeus eram circuncidados de conformidade com a lei judaica, como sinal de que receberam a graça Divina e estavam abençoados por DEUS. Mas DEUS também purificou o coração dos pagãos. Isto significava que todas as pessoas, circuncidadas ou não circuncidadas eram filhos de DEUS, porque nasceram pela vontade do SENHOR, e por isso mesmo, os cristãos não deviam recear conviver com os incircuncisos, ou seja, com os pagãos. E quanto à carne dos animais que a lei judaica proibia comer, ele compreendeu que o SENHOR autorizou a humanidade comer a carne de todos os animais, menos naturalmente aquelas carnes provenientes de animais imolados aos ídolos.
Chegando em Cesaréia, Cornélio veio a seu encontro e prostrou-se a seus pés. Pedro erguendo-o falou: “Levanta-te. Eu também sou apenas um homem.” (At 10,26) E entrando na casa dele, havia muitas pessoas reunidas. Pedro falou: “Vocês sabem que pela lei judaica, é proibido um judeu relacionar-se com estrangeiros (pagãos) ou entrar na casa deles. DEUS porém, acaba de me mostrar que a nenhum homem se deve chamar de profano ou impuro. Por isso, vim sem hesitar, logo que fui chamado. Mas, porque motivo me chamastes?” Cornélio, contou-lhe a Aparição do Anjo e depois disse:
“Imediatamente mandei chamar-te, e fizeste bem em vir. Agora, portanto, estamos todos diante de ti para ouvir o que foi prescrito por DEUS.” (At 10,33)
Pedro tomou a palavra e falou: “Verifico que DEUS não faz acepção de pessoas, mas que, em qualquer nação, quem O teme e pratica a justiça, lhe é agradável.” (At 10,34-35) A seguir falou sobre a admirável Obra de JESUS, que veio para salvar a humanidade e entre nós, só fez o bem e foi morto numa Cruz, como um abominável malfeitor. Todavia, DEUS o ressuscitou e ELE se manifestou as suas testemunhas, provando que estava com o PAI ETERNO e que seus ensinamentos eram para a Vida Eterna. Ordenou que anunciássemos a sua Boa Nova ao povo, em todas as regiões. Todos os profetas dão testemunho de que quem NELE crer, receberá por seu nome, a remissão dos pecados. E ali, enquanto Pedro falava, o ESPÍRITO SANTO desceu sobre todos os presentes. Os fieis circuncisos que acompanharam Pedro ficaram admirados ao ver, que o dom do ESPÍRITO SANTO estava sendo derramado também sobre os gentios (pagãos). Pois ouviam aquelas pessoas simples e de pouca instrução, falar em línguas e glorificar a DEUS. Então disse Pedro: “Pode-se, porventura, recusar a água do Batismo a esses que, como nós, receberam o ESPÍRITO SANTO?” (At 10,47)
E ordenou que todos fossem batizados.
ESCOLHA DE MATIAS
Naqueles dias, Pedro falou a assembléia de cristãos reunidos:
“Irmãos, era preciso que se realizasse o que na Escritura, pela boca de Davi, o ESPÍRITO SANTO predisse a respeito de Judas Iscariotes, que traiu JESUS. Vivia entre nós e era contado como um dos nossos. Tendo adquirido um terreno com as 30 moedas de prata do crime de sua traição, suicidou-se num galho de árvore. O fato foi notório a todos os habitantes de Jerusalém. Em consequência o campo foi denominado na língua deles: Haceldamá”. (que significa Campo de sangue)
Está escrito no Livro dos Salmos: “Um outro receba o seu cargo.”
Apresentaram dois homens: José, chamado Barsabás e cognominado o Justo, e Matias. Então, fizeram esta oração: “SENHOR, tu que conheces o coração de todos, mostra qual destes dois escolhestes para ocupar, neste ministério do apostolado, o posto que abandonou Judas, para ir a seu lugar.” (At 1,15-25)
Foi lançada a sorte entre os dois, e no sorteio foi escolhido Matias, que logo foi integrado ao Colégio Apostólico, sendo o décimo segundo Apóstolo.
PENTECOSTES
Cinquenta dias após a Ressurreição do SENHOR, no dia de Pentecostes, estavam os Apóstolos e NOSSA SENHORA reunidos no Cenáculo em Jerusalém, no andar superior daquele sobrado onde fizeram a Última Ceia, quando de repente, veio do Céu um ruído semelhante ao soprar de impetuoso vendaval, e encheu toda a sala onde se encontravam. E apareceram umas como línguas de fogo, que se distribuíram e foram pousar sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do ESPÍRITO SANTO e começaram a falar em outras línguas, conforme o ESPÍRITO os impelia. Estavam em Jerusalém pessoas piedosas de muitas nações. Ao se produzir o ruído do vendaval, a multidão se reuniu defronte a casa e ficou confusa, pois cada qual ouvia os Apóstolos em seu próprio idioma. Surpresos e admirados diziam: “Não são todos galileus (os galileus eram considerados pessoas rudes de pouca instrução) esses que falam? Como é que cada um de nós os ouve no próprio idioma?” (At 2,7-8)
Pedro, de pé com os Onze Apóstolos, falou ao povo anunciando a realização da profecia de Joel (Jl 3,1-5) e com toda eloquência lembrou-lhes a vinda de JESUS, o Messias, a sua grandiosa obra com milagres, prodígios e sinais provando que ELE estava com DEUS, que as obras que ELE fazia era pela Vontade do CRIADOR, objetivando a salvação de toda humanidade. Mesmo assim, o SENHOR não foi compreendido: foi preso, condenado, flagelado e morto numa Cruz, como o mais desprezível de todos os bandidos. DEUS, porém, o ressuscitou e agora, exaltado a direita do CRIADOR, recebeu do PAI ETERNO o ESPÍRITO SANTO, objeto da promessa e enviou-nos o mesmo ESPÍRITO, que agora derramou abundantes graças sobre nós. É isto o que vedes e ouvis. (At 2,1-41)
Ouvindo isto, sentiram o coração apertado de angústia e transpassado por uma terrível dor de culpa e perguntaram a Pedro: “O que devemos fazer?” Simão Pedro respondeu-lhes: “Convertei-vos, e seja cada um de vós batizado em nome de JESUS CRISTO, para a remissão dos pecados, e recebereis então, o dom do ESPÍRITO SANTO.” E naquele dia foram batizadas aproximadamente três mil pessoas.
O ALEIJADO DE NASCENÇA
Fundaram a primeira Comunidade Cristã. Os fieis acompanhavam com interesse os ensinamentos dos Apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e ás orações. Eram unidos e tinham tudo em comum, vendiam as suas propriedades e os seus bens, e colocavam o dinheiro nas mãos dos Apóstolos que dividia segundo as necessidades de cada um.
Certo dia, Pedro e João subiram ao Templo para a oração da tarde, quando presenciaram algumas pessoas carregando um aleijado de nascença que era colocado diariamente à porta do Templo, chamada Porta Formosa. O aleijado vendo Pedro e João entrarem, pediu-lhes uma esmola. Pedro o encarou e disse: “Olha para nós”. Ele olhou esperando receber alguma coisa. Pedro falou: “Não tenho prata e nem ouro, mas o que tenho, isto te dou: Em Nome de JESUS CRISTO NAZARENO, anda!” (At 3,3-6) E tomando-o pela mão direita, ergueu-o. O homem ficou de pé e começou a andar! Gritou de alegria, não cabia em si de tanto júbilo e andando, pulando, louvava a DEUS e todo o povo viu e testemunhou o admirável milagre. As pessoas que observavam foram se juntando a eles, e aquele que era aleijado, não se afastava dos dois Apóstolos, abraçava-os e elogiava Pedro e João, convidando as pessoas a conhecê-los. Pedro então, dirigiu-se ao povo e disse:
“Homens de Israel, porque vos admirais disto? Ou porque não tirais os olhos de nós, como se fosse por nosso próprio poder ou por nossa piedade que fizemos este homem andar?”
E fez um belo discurso explicando ao povo à vinda de JESUS, o FILHO de DEUS e o Autor da Vida, que eles mesmos mataram numa Cruz. Mas que DEUS o ressuscitou e ELE vive na glória do PAI ETERNO. E disse ainda: "Foi justamente a fé no nome de JESUS que fez este homem caminhar, completamente curado." E continuando a falar, disse:
“Entretanto, meus irmãos, eu sei que agistes por ignorância, assim como vossos chefes. DEUS, porém , realizou deste modo o que predissera pela boca de todos os profetas: que o seu CRISTO haveria de sofrer. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, a fim de que os vossos pecados sejam perdoados...” (At 3,17-19)
Ainda falava, quando vieram os sacerdotes e os saduceus contrariados com aquela pregação e mandaram os guardas do Templo prender os dois Apóstolos. No dia seguinte os levaram a presença do Grande Conselho Judeu. Depois de acirradas discussões e da autêntica defesa que Pedro fez iluminado pelo ESPÍRITO SANTO, eles não tiveram outra alternativa que colocá-los em liberdade, uma vez que ali mesmo, bem na frente deles, estava o homem que era aleijado de nascença e que todos conheciam, completamente curado.
Saindo dali, os Apóstolos continuaram com muito vigor, dando testemunho da Ressurreição de JESUS e da Obra grandiosa do FILHO DE DEUS em favor da humanidade. O número de fieis aumentava cada vez mais e eles viviam fraternalmente, sempre juntos e perseverando na oração.
GAMALIEL DEFENDE OS APÓSTOLOS
O Sumo-Sacerdote Caifás, cheio de inveja com o progresso dos cristãos, reuniu os membros de seu partido, a seita dos saduceus e decidiu mandar prender os Apóstolos e jogá-los na cadeia pública. Deu ordem aos soldados, que foram e prenderam os Apóstolos e os jogaram na prisão. Durante a noite, enquanto Pedro e os outros rezavam, o Anjo do SENHOR veio, abriu as portas do cárcere e depois de conduzi-los para fora, falou: “Ide anunciar com destemor ao povo no Templo tudo o que se refere a este Caminho”. (Caminho, significa a Mensagem de Salvação) (At 5,20) Os guardas apesar de se encontrarem acordados em seus postos, não viram nada.
No dia seguinte, os homens do Sinédrio mandaram buscar os prisioneiros e não encontraram ninguém, embora a prisão estivesse cuidadosamente fechada com as sentinelas nas portas. Todavia, alguém que havia passado no Templo, viu que os Discípulos de JESUS estavam lá ensinando normalmente, como se nada tivesse acontecido. Mandaram buscá-los. No Sinédrio as autoridades judaicas queriam acusar os Apóstolos de qualquer maneira. Todavia, levantou-se um fariseu chamado Gamaliel, que era doutor da Lei e muito respeitado pelo povo, moderadamente solicitou a atenção de todos para as suas palavras. Mandou que os Apóstolos saíssem por um instante e discursou para os membros do Sinédrio:
“Homens de Israel, vede bem o que ides fazer a estes homens. Há algum tempo surgiu Teúdas, que afirmava ser alguém, e aliciou mais ou menos quatrocentos homens. Foi morto e todos os que o haviam seguido debandaram e foram reduzidos a nada. Depois dele, na época do recenseamento, apareceu Judas, o Galileu, que sublevou muita gente em sua sequela. Pereceu ele também, e os que se haviam aliado a ele foram dispersos. Agora, portanto, eu vos digo, não vos ocupeis destes homens: deixai-os. Pois, se o seu intento ou a sua obra provém de homens, destruir-se-á por si mesma; mas se, ao invés, verdadeiramente vem de DEUS, não conseguireis arruiná-la. Não vos exponhais ao risco de combater contra DEUS.” (At 5,34-39)
Eles aceitaram o parecer de Gamaliel e colocaram os Apóstolos em liberdade, depois de castigá-los com açoite.
E todos os dias, no Templo, nas casas e nas praças, os Discípulos do SENHOR não cessavam de ensinar e anunciar a boa nova de CRISTO JESUS.
INSTITUIÇÃO DOS DIÁCONOS
Como cresceu muito o número de fieis, os Apóstolos reuniram a Comunidade com objetivo de escolher alguns cristãos, para ajudá-los no serviço:
“Não nos convém abandonar a Palavra de DEUS para servir às mesas (o Ágape e a Fração do Pão). Procuremos, entre vós irmãos, sete homens de boa reputação, repletos do ESPÍRITO e de sabedoria, e nós os colocaremos na direção deste ofício.” (At 6,2-3)
A proposta agradou a todos, e foram escolhidos: Estevão, Felipe, Prócoro, Nicanor, Timon, Parmenas e Nicolau, que foram os primeiros Diáconos da Igreja.
A Palavra do SENHOR era divulgada fervorosamente, atraindo um número cada vez maior de discípulos e sacerdotes judeus, que se convertiam ao cristianismo e obedeciam à fé.
A GRANDE PROMESSA
Realçando a evidente preferência que o SENHOR manifestava por Simão Pedro, encontramos no Evangelho escrito por São João, a passagem da Grande Promessa Divina, na qual o SENHOR se manifesta solenemente confirmando a autoridade que ELE concedeu a Pedro. JESUS perguntou aos Discípulos:
“Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”
Disseram: "Uns afirmam que é João Batista, outros dizem que é Elias, e outros, ainda, que é Jeremias ou um dos profetas.”
Então lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que EU sou?”
Simão Pedro respondendo, disse: “Tu és o Messias, o FILHO DE DEUS Vivo.” (Uma bela e comovedora confissão da messianidade do SENHOR)
JESUS respondeu-lhe: “Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne ou sangue (referindo-se ao caráter limitado da natureza humana) que te revelaram isto, e sim o Meu PAI que está no Céu. Também EU te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei Minha Igreja, e as portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela. EU te darei as chaves do Reino dos Céus e o que ligares na Terra será ligado nos Céus, e o que desligares na Terra será desligado nos Céus.” (só entram os que são dignos) (Mt 16,13-19)
Pedro recebeu do SENHOR, as “Chaves” de comando. A “entrega das chaves” é um ato simbólico que confere autoridade, direito e poder, assim como total liberdade para administrar, podendo abrir e fechar um recinto, uma organização ou uma cidade, a fim de que impere o direito, a justiça e o amor fraterno. Naquela época uma cidade era cercada com muralhas para ficar protegida contra as invasões dos inimigos e malfeitores, e tinha um grande portão de acesso, com fechadura. Dar a chave da cidade era uma honra que ainda permanece em nossos dias, ainda que hoje não haja muros e portões fechando as cidades, mas significa conceder livre acesso e autoridade sobre aquela cidade. E no caso de Pedro, a cidade da qual ele estava recebendo as chaves nada mais é do que a Cidade Eterna, o Reino de DEUS.
Então, foi um poder singular que JESUS concedeu a Pedro e que a Igreja entendeu como sendo um poder infalível (enquanto lidando com as coisas sagradas). Este assunto foi abordado e estudado exaustivamente pelos Padres e Bispos Conciliares, durante o Concílio Vaticano I (1869-1870), dando origem ao Dogma da Infalibilidade Papal (para todos os assuntos da religião Católica Apostólica Romana).
E por fim, JESUS querendo dar maior configuração a autoridade do Chefe do Colégio Apostólico, após a sua Ressurreição, nas margens do Mar de Tiberíades, disse a Simão Pedro:
“Simão , filho de João, tu Me amas mais do que estes?
Ele respondeu: “Sim, SENHOR, Tu sabes que Te amo.”
JESUS lhe disse: “Apascenta os Meus cordeiros.”
Uma segunda vez lhe disse: “Simão, filho de João, tu Me amas?”
Disse ele: “Sim, SENHOR, Tu sabes que Te amo.”
Disse-lhe JESUS: “Apascenta as Minhas ovelhas.”
Pela terceira vez JESUS perguntou: “Simão, filho de João, tu Me amas?”
Pedro se entristeceu porque pela terceira vez ELE lhe perguntara: “Tu Me amas?” e lhe disse: “SENHOR, Tu sabes tudo; Tu sabes que Te amo.”
JESUS lhe disse: “Apascenta minhas ovelhas.” (Jo 21,15-17)
À tríplice confissão de amor de Pedro, JESUS respondeu outorgando-lhe uma tríplice investidura. ELE confiou a Pedro, o encargo de ser o Pastor Universal e reger o rebanho cristão de leigos e dos consagrados, em seu nome.
DURANTE A VIDA PÚBLICA DE JESUS
Certo dia próximo à celebração da Páscoa Judaica, na Sinagoga em Cafarnaum, JESUS acompanhado de Pedro e dos demais Apóstolos, fez uma grande revelação. Os judeus perguntaram-LHE:
“Que faremos, para trabalhar nas Obras de DEUS?” (Jo 6,28)
Respondeu-lhes:
“A Obra de DEUS é que acrediteis Naquele que ELE enviou.” (Jo 6,29)
Então eles disseram:
“Que sinal realizas, para que vejamos e creiamos em TI? Que Obra faz? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: (Moisés) Deu-lhes pão do céu a comer (Jo 6,30-3l)
Respondeu-lhes JESUS:
“Em verdade, em verdade, vos digo: não foi Moisés quem vos deu o pão do Céu, mas é meu PAI quem vos dá o verdadeiro Pão do Céu; porque o Pão de DEUS é o pão que desce do Céu e dá vida ao mundo.” (Jo 6,32-33)
Eles pediram:
“SENHOR, dá-nos sempre deste pão!”(Jo 6,34)
JESUS falou:
“EU sou o Pão da Vida (ELE se designa como o verdadeiro Pão, que o maná descido do Céu para saciar o povo figurava). Quem vem a MIM, nunca mais terá fome e o que crê em MIM nunca mais terá sede (JESUS é Sabedoria infinita, ELE conhece todos os Mistérios de DEUS. Segundo a Sua Vontade, revela a humanidade e satisfaz plenamente a todas as necessidades). EU, porém, vos afirmo: vós ME vedes mas não acreditais.” (isto é, eles não acreditavam que ELE tinha vindo do Céu, que foi enviado por DEUS) (Jo 6,35-36)
Os judeus ficaram murmurando contra ELE e diziam:
“Este não é JESUS, o filho de José, cujo pai e mãe conhecemos? Como diz agora: EU desci do Céu?!” (Jo 6,42)
JESUS lhes respondeu:
“Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Este Pão (ELE) é o que desce do Céu para que, não pereça quem DELE comer. EU sou o Pão Vivo descido do Céu. Quem comer deste Pão viverá eternamente. O Pão que EU darei é a Minha Carne (que é dada) para a vida do mundo.” (Jo 6,49-51)
Os judeus altercavam entre si, dizendo:
“Como este homem pode dar-nos a sua Carne a comer?” (Jo 6,52)
Então JESUS falou:
“Em verdade, em verdade, vos digo: se não comerdes a Carne do Filho do Homem e não beberdes o seu Sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a Minha Carne e bebe o Meu Sangue tem a vida eterna (JESUS é o verdadeiro Pão, não só como Palavra de DEUS, mas como vítima perfeita oferecida em Sacrifício, por seu Corpo e Sangue, para a vida do mundo) e EU o ressuscitarei no último dia. Pois a Minha Carne é verdadeira comida e o Meu Sangue, verdadeira bebida. Quem come a Minha Carne e bebe o Meu Sangue permanece em MIM e EU nele.” (Jo 6,53-56)
Além dos Apóstolos, estavam também presentes diversos Discípulos. Alguns deles ouvindo aquelas palavras, disseram:
“Esta palavra é dura! Quem pode escutá-la?” (Jo 6,60)
E a partir daquele momento, muitos Discípulos voltaram atrás e não quiseram mais seguir com ELE, porque sentiram repugnância em ouvi-LO dizer que sua Carne era comida e o seu Sangue uma bebida, quando a própria lei judaica condenava o consumo de sangue. Entretanto, ELE sabia que forte impacto iam causar as suas Palavras, da mesma forma que também esperava uma vigorosa reação por parte daqueles que não acreditavam inteiramente NELE. Todavia, os que permaneceram, aceitaram as suas Palavras, mesmo sem entende-las. E tanto é assim, que ELE perguntou a Simão Pedro, porque ele também não partia com os outros. Pedro respondeu-LHE:
“SENHOR, a quem iremos? Tens Palavras de vida eterna e nós cremos e reconhecemos que é o Santo de DEUS." (TU és o CRISTO, o Messias, o FILHO DE DEUS) (Jo 6,68)
Nesta oportunidade como em outras, Pedro confessou a sua fé e demonstrou a sua lealdade, assim como a sua total confiança no SENHOR.
ENSINAMENTO DIVINO
Embora CRISTO por suas palavras, tenha colocado Pedro num plano preferencial desde o início, faz-se mister distinguir que JESUS não “nomeou” o seu Discípulo para uma atividade imediata ou para o cargo de Chefe em exercício, porque ELE estava presente e atuante no cumprimento de sua Divina Missão. Não faria o menor sentido, o SENHOR autorizar Pedro ser o guia das almas que buscavam a salvação, estando ELE presente e ao lado dos Discípulos. Por outro lado, o fato dos Apóstolos ambicionarem alcançar o primeiro lugar entre eles, ou quem seria o maior no reino de DEUS, é porque não entendiam a Obra do SENHOR e não conseguiam compreender os ensinamentos de JESUS. Numa passagem evangélica descrita por São Mateus, Maria Salomé esposa de Zebedeu, mãe de João Evangelista e Tiago Maior, suplica um lugar para os seus filhos, um à direita e o outro à esquerda de JESUS, no Reino de DEUS. (Mt 20,20-23) Sempre paciente, o SENHOR lhes ensina o comportamento correto e como viver com dignidade, oferecendo espaço ao amor fraterno. Nesta ocasião da mencionada citação, ELE disse:
“Sabeis que os governadores das nações as dominam e os grandes as tiranizam. Entre vós não deverá ser assim. Ao contrário, aquele que quiser tornar-se grande entre vós seja aquele que serve, e o que quiser ser o primeiro dentre vós, seja o vosso servo.” (Mt 20,24-27)
Em outra oportunidade, ELE falou:
“Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último e aquele que serve a todos". Tomou uma criança, colocou-a no meio deles e, pegando-a nos braços, disse-lhes:Aquele que receber uma destas crianças por causa do Meu Nome, a MIM recebe; e aquele que ME recebe, não é a MIM que recebe, mas sim Àquele que ME enviou.”(Mc 9,35-37)
ELE colocava no coração dos Discípulos uma nova forma de exercer a autoridade, sem oferecer margem as atividades do maligno, que fomenta a disputa, o orgulho e a vaidade. E fez isto sem tirar o direito de quem verdadeiramente tem, daquele que é o Chefe, colocando de modo perfeito a necessidade de todos, sem exceções, cultivarem a humildade, a simplicidade e a fraternidade, como providências insubstituíveis para se viver bem e em harmonia com a vida, como tantas e tantas vezes ELE Mesmo procedeu, dando o seu exemplo.
Todavia, o SENHOR decidiu fazer a sua escolha, ao longo da Vida Pública, ELE revelou uma visível preferência por Simão Pedro: Mandou que ele andasse sobre as águas (Mt 14,29-30); levou-o para testemunhar a ressurreição da filha de Jairo (Lc 8,51-55); levou-o para presenciar a Sua Transfiguração no Monte Tabor (Mt 17,1-8); e muitas outras passagens. JESUS sabia que os Discípulos eram pessoas simples e em particular, Simão Pedro era um homem rude e de personalidade muito difícil, em face da sua pouca instrução. Era aquele diamante bruto que precisava ser lapidado vagarosamente, a fim de permitir a passagem da “Luz Divina” e tornar-se o reflexo do SENHOR. CRISTO fez com que ele compreendesse o horror do pecado e o perigo de não se fugir das ocasiões de pecar. Por isso mesmo, Pedro teve um profundo arrependimento de seu gesto disfarçado e covarde. Quando JESUS foi preso e levado à presença do Sumo Sacerdote José Caifás, sem poder fazer alguma coisa para libertá-LO, entrou no pátio da casa de Caifás para observar os acontecimentos. Mas, foi reconhecido por uma criada e outras pessoas como sendo um dos companheiros de JESUS. Diante daquela situação foi pusilânime e negou veementemente por três vezes, dizendo que não conhecia JESUS, com medo de ser envolvido e também ser preso. E então, tudo ocorreu conforme o SENHOR havia antecipado, Pedro ouviu um galo cantar depois de sua terceira negação. Triste e acabrunhado saiu dali e chorou amargamente o seu procedimento. (Mt 26,75) Sua dor foi tão profunda e sincera, que a Tradição Cristã descreve que em sua face ficaram as marcas em forma de sulcos por onde correram as lágrimas de seu arrependimento, pela inditosa falta. Entretanto, naquela mesma ocasião, JESUS também havia predito que ele se arrependeria daquela transgressão e seria pelo seu exemplo e ensinamento, um sustentáculo da fé dos fieis (Lc 22,32). Por isso mesmo, o SENHOR perdoou o seu Apóstolo, porque conhecia a grandeza de seu coração. No primeiro dia após a Ressurreição, Pedro foi um dos primeiros a receber a visita de JESUS Ressuscitado. (Lc 24,34) (1 Cor 15,5).
A BARCA DE PEDRO
Nas muitas oportunidades, JESUS falou ao povo e evangelizou em pé na proa da Barca de Pedro, para não ser sufocado pela multidão, que queria sempre estar ao seu lado ou tocá-LO, mesmo que com a ponta dos dedos; também utilizou diversas vezes o barco do Apóstolo para atravessar o Lago de Genesaré. Na verdade, no evangelho não se nomeia outra embarcação que ELE tenha usado durante o tempo em que evangelizou a Galiléia, a não ser a Barca de Simão. (Mt 8,23; 14,22) (Mc 4,36; 6,45). Também foi com o barco do Apóstolo que ocorreu a famosa pescaria milagrosa descrita por São Lucas (Lc 5,1-7), rica de simbologia e repleta de significados. Também no mesmo Lago de Tiberíades, o evangelista São João descreve outra notável pescaria milagrosa, acontecida após a Ressurreição do SENHOR. Os Discípulos tinham trabalhado arduamente toda a noite e durante a madrugada e não tinham conseguido pescar nenhum peixe. Quando regressavam, a pedido de JESUS, que estava na margem do lago, lançaram a rede à direita da embarcação e pegaram tantos peixes que ficou difícil transportá-los para a praia. (Jo 21,4-13)
Isto nos permite estabelecer uma simbologia e dizer, que fora da Barca de Pedro não se encontra JESUS, ou melhor, ELE sempre será encontrado na Barca de Pedro. Por outro lado, como na evangelização eclesial, a Barca é colocada simbolicamente representando a Igreja, podemos completar dizendo: que a Igreja é a Barca, que teve em Simão Pedro o seu primeiro timoneiro, ou seja, o seu primeiro Chefe e onde se encontra JESUS.
PAGAMENTO DO TRIBUTO
Na sequência dos dias, JESUS fez de Cafarnaum a sua cidade sede e de onde partia para todas as incursões evangelizadoras, do mesmo modo que fez da casa de Simão, o seu quartel general. Sempre que retornava a cidade, era na casa de Pedro que permanecia. (Mc 2,1; 3,20; 9,33) (Mt 4,13; 9,1) (Lc 4,14) Outro fato que comprova a hospedagem de JESUS na casa de Simão Pedro é descrito por São Mateus. Os cobradores de impostos chegaram a Cafarnaum para fazerem o “recolhimento da anuidade” . Aproximaram-se de Pedro e perguntaram:
“O vosso Mestre não paga a didracma?” (era o valor do imposto e correspondia a uma moeda com 7 gramas de prata, valia o equivalente a meio siclo, ou seja, a metade do valor da moeda israelita) Pedro respondeu que pagava sim e chegando em casa, JESUS perguntou-lhe:
“Que te parece, Simão? De quem recebem os reis da terra tributos e impostos? Dos seus filhos (isto é, de seus súditos) ou dos estranhos?”
Como ele respondeu: “Dos estranhos”, JESUS lhe disse:
“Logo, os filhos estão isentos. Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar e joga o anzol. O primeiro peixe que subir, segura-o e abre-lhe a boca. Acharás aí um estáter. (é a tetradracma de Tiro, que correspondia ao valor do siclo inteiro israelita e pesava 14,40 gramas de prata) Pega-o e entrega-o a eles por MIM e por ti.” (Mt 17,25-27)
O CHAMADO DE JESUS
André, irmão de Simão, era Discípulo de João Batista e sempre o ajudava na organização do povo que acorria ao rio Jordão, para ser batizado. Batista realizava um Batismo de Penitência, preparando as pessoas para que se arrependessem de seus pecados e assim, dignamente recebessem o Messias. André ouvia os ensinamentos de Batista e guardava diligentemente as suas palavras, com uma grande esperança na chegada do SENHOR. Naquele dia, ele estava do outro lado do rio Jordão, com João Batista e João Evangelista, filho de Zebedeu, quando JESUS passando por eles, cumprimentou a distância e seguiu o seu caminho.
João Batista falou:
“Eis o Cordeiro de DEUS”. (Jo 1,36)
André e João Evangelista ouvindo, ficaram emocionados e ansiosamente se despediram de Batista. Agitados e com o coração pulando de alegria, se aproximaram do SENHOR. JESUS convidou-lhes a segui-LO. Mais tarde, regressando a casa, André falou com Simão que tinha encontrado o Messias e contou-lhe a novidade. Simão acolheu a notícia com imenso prazer e logo se manifestou interessado em conhecer o SENHOR. Juntos no dia seguinte encontraram JESUS, que olhando bem nos olhos dele, falou:
“Tu és Simão, filho de João; chamar-te-ás Cefas” (que traduzindo para o português significa Pedra=Pedro). (Jo 1,42) (Pela riqueza do vocabulário português logo notamos a diferença entre as duas palavras Pedro e Pedra. Por isso mesmo, não temos meios de avaliar a força da palavra no original aramaico, que por ser um idioma pobre, com poucos vocábulos, uma mesma palavra “Cefas” indica o elemento rocha e o nome daquele que foi escolhido para Chefe do Colégio Apostólico). Entretanto, importante é entender o significado e a intenção do SENHOR. ELE quis fundar a sua Igreja edificando-a sobre a Pedra, a Rocha indestrutível, que a torna firme e inabalável e por isso, mudou o nome de Simão para Cefas=Pedra.
SANTA AURÉLIA PETRONILLA
Por outro lado, existe uma secular tradição de que o Apóstolo Pedro teve uma filha. Esta notícia teve origem na afirmação do mesmo biógrafo Clemente de Alexandria que escreveu no ano 189/190, “que Pedro tinha uma filha” (conforme Stromata, III Vol., VI Cap., página 276, 2ª edição Dindorf).
Para um homem casado como Simão Pedro ter uma filha, é um fato absolutamente normal. Acontece todavia, que nem a Tradição Cristã e nem os evangelistas mencionam o fato. João Marcos (o Evangelista) que acompanhou o Apóstolo ao longo do trabalho evangelizador e inclusive era o seu interprete em Roma, não escreveu nada sobre o assunto. E Marcos, como sabemos, escreveu o Segundo Evangelho de NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, essencialmente baseado na autoridade e na pregação oral de Simão Pedro, a pedido dos cristãos romanos que queriam possuir por escrito o ensinamento do Apóstolo de JESUS. Então, oficialmente, por testemunho seguro e prova evidente, nada existe de concreto sobre a filha de Pedro, muito embora ela pudesse ter existido, sem contudo, aparecer no imenso cenário do cristianismo. Entretanto, na sequência dos anos, as noticias cresceram em intensidade e inclusive alguns biógrafos associam a possível filha do Apóstolo, ao nome de Aurélia Petronilla, como se esse fosse o verdadeiro nome dela.
O nome de Aurélia Petronilla, era de uma romana que viveu no século I, sendo bem provável que tenha se convertido ao cristianismo através das pregações e ensinamentos do Apóstolo Simão Pedro. Era filha de Tito Flavio Petrônio, e pertencia a estirpe do futuro Imperador Romano. O seu parentesco é testemunhado de modo inconfundível pelo fato de ter sido sepultada no Cemitério que pertencia à família e que era chamado Cemitério de Flavia Domitila. Mulher de grande beleza, conforme afirmam os historiadores, foi oferecida em casamento (como era costume naquela época) a um nobre chamado Flacco e tinha somente três dias para se decidir. Agora convertida ao cristianismo, não quis aceitar aquela situação, e por isso mesmo, sofreu muito e ficou excessivamente deprimida, se consumindo numa terrível batalha íntima. Rezava e fazia mortificações, em vão, porque a nostalgia causada pelo fato, alterava o seu equilíbrio espiritual. Suplicou a ajuda Divina para solucionar o problema que lhe afigurava como muito grave e abominável, considerando que pretendia perseverar e manter a virgindade. Preferia morrer a se casar com aquele homem. No terceiro dia, após ter recebido a Sagrada Comunhão (a Fração do Pão, como os cristãos celebravam), envolvida por forte comoção, desmaiou e perdeu os sentidos, caindo nos braços de sua mãe, que ao ampará-la percebeu que ela estava morta em seus braços. A vivacidade de seus reflexos e seu agradável sorriso, desapareceram de sua face. Foi sepultada no Cemitério de Domitila, na via Ardeatina, ao lado de dois mártires: soldado Nereo e Achilleo (conforme De Rossi, "Roma sotterranea", I,180-1) (talvez esta seja a razão porque também a chamavam de mártir). Era muito venerada pelo povo e sua sepultura frequentemente visitada. No ano 390/395 sob a ordem do Papa Sirício, foi construído no local uma bonita Igreja. No século VIII, ano 757, o Papa Paulo I se empenhou e cumpriu a promessa de seu antecessor, Papa Estevão III que havia prometido a Pepino, Rei da França, de transladar o corpo de Aurélia Petronilla que tinha sido canonizada por suas virtudes especiais, daquela Igreja no cemitério, para a Basílica de São Pedro no Vaticano, construindo um altar próximo ao túmulo do Apóstolo Pedro. Na verdade, a monarquia francesa desde a morte de Petronilla, sempre acreditou que a Santa fosse realmente a filha carnal do Apóstolo Pedro. E este foi o motivo porque originou a solicitação do rei da França ao Papa. A devoção do povo a Santa Petronilla cresceu, embora em seu altar fosse colocada a inscrição "Ecclesiae romanae filii" (denominando-a de romana filha da Igreja) e portanto filha adotiva da Igreja e filha espiritual de São Pedro (porque foi convertida por ele). Assim sendo, embora o Vaticano tenha acolhido a solicitação francesa transportando os restos mortais de Petronilla para a Basílica de São Pedro, oficialmente não a considera filha carnal do Apóstolo, mas somente “filha espiritual” por ter sido convertida por Pedro. Entretanto, alguns escritores desde aquela época, insistem e mantém a opinião de que Santa Petronilla é de fato a filha de Pedro e inclusive, querem encontrar parentesco até na semelhança dos nomes: Pedro e Petronilla, a fim de reforçar a idéia do laço da paternidade do Apóstolo. Mas, embora na França também permaneça enraizada a idéia de que Santa Aurélia Petronilla é a filha carnal do Apóstolo São Pedro e por isso, é muito venerada e é patrona de diversas Igrejas e organizações religiosas, na maioria da cristandade existe uma normal aceitação de que Simão Pedro era casado e portanto podia perfeitamente ter uma filha, mas que pela conclusão dos estudiosos a filha de Pedro não é Aurélia Petronilla e sim uma outra santa mulher, que infelizmente a história ocultou o seu nome para sempre.
Apóstolo do Senhor'
Simão era filho de João e nasceu em Betsaida, assim como o seu irmão André. Possuía um gênio forte e temperamento impulsivo, alojado num coração generoso e repleto de bondade. Não se deixava vencer pela adversidade, revelava uma fibra invejável, embora a sua coragem e iniciativa pessoal estivessem fundamentadas na própria força humana. Homem simples, rude, de pouca instrução, dedicava-se à pesca. Fixou residência em Cafarnaum da Galiléia, que era banhada pelo Lago de Genesaré, também chamado Mar de Tiberíades ou Mar da Galiléia. Na pescaria tinha sociedade com o seu irmão André e o trabalho começava cedo, porque procuravam regressar antes do horário de almoço, a fim de poderem comercializar o pescado na cidade e arredores. Como aquela região é muito quente no período do verão, Simão adquiriu o hábito de pescar completamente despido (Jo 21,7), pois se sentia melhor e com os movimentos mais livres. Quando terminava a pescaria, colocava uma espécie de calção e uma veste, a fim de transportar o pescado em cestas na companhia de André, para serem vendidos no mercado e na praça. Era casado, mas pouco se conhece sobre a sua vida íntima, antes da conversão. O Novo Testamento apenas registra a presença de sua sogra em Cafarnaum, conforme escreveu Mateus:
“Entrando JESUS na casa de Simão (Pedro), viu a sogra deste que estava de cama e com febre. Logo lhe tocou a mão e a febre a deixou. Ela se levantou e pôs-se a servi-LO”. (Mt 8,14-15)
Também o Evangelista João Marcos registrou este acontecimento:
“E logo ao sair da sinagoga (JESUS) foi à casa de Simão e de André, com Tiago e João. A sogra de Simão estava de cama com febre, e eles imediatamente o mencionaram a JESUS. E (ELE) aproximando-se, tomou-a pela mão e a fez levantar-se. A febre a deixou e ela se pôs a servi-los.” (Mc 1,29-31)
Pelos textos, compreende-se que André morava junto com o seu irmão Simão, e que além da esposa de Pedro também morava na mesma residência, a sogra dele. Entretanto, naquele momento, a única mulher que estava em casa era a sogra de Pedro e ela permanecia deitada com febre. Depois de curada por JESUS é que teve condições físicas de preparar a refeição para todos e foi servi-los. Assim sendo, pode-se deduzir que a esposa de Simão estava ocupada em outra atividade, provavelmente ajudando na limpeza e comercialização do pescado no mercado ou na praça. Isto porque, eles viviam do trabalho e naquele momento Pedro estava com JESUS. Ela, a esposa, além de cuidar da casa ajudava o marido no produto da pescaria e em todas as viagens missionárias, conforme afirma São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios:
“Não temos o direito de levar conosco, nas viagens, uma mulher (esposa) cristã, como os outros Apóstolos e os irmãos do SENHOR e Cefas (Pedro) ?” (1 Cor 9,5)
Isto acontecia, pela necessidade dos Apóstolos serem servidos e não se preocuparem com as atividades domésticas, e assim, terem mais tempo para evangelizar, confirmando desse modo, que Pedro levava consigo a própria esposa durante as missões apostólicas. Este fato é também mencionado pelo biógrafo Clemente de Alexandria no ano 190: “a esposa de Pedro estava sempre ao lado dele, foi presa pelos soldados de Nero e sofreu o martírio em Roma provavelmente no ano 64 ou 65.” (Stromata, III, VII, página 306).
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Enjoada!
Eu ja enjoei desse template sabia? Ja estou procurando outros para troca-lo!! Ja que é ano novo isso aqui tbm tem que ficar novoo! :D
xoxo
Mow preguiça de postar aqui x_x
Gentem..olá querido tudo bemm com vcs? Comigo esta tudo ótimoo!! Feliz ano novo povão :D
ahhhh! mil desculpas tava meio sem saco,sem tempo com preguiça na vdd e confesso que tbm tinha esquecido a minha paixão pleo blog por isso o deixei jogado as moscas mas mas mas mas..rsrs estou de volta e prometo tentar postar sempre alguma coisa legal por aqui pra da uma atualizada!
Meu vicio agora é o Fotolos *----*
da uma passada la galeriuves! ta ai o link ó :
http://www.fotolog.com.br/7mc
Bom eu começei o ano de emprego novo,Deus me abriu uma posta maravilhosa!! Esse ano é o ano do meu casamentooo *--* to megaaa ansciosa carãaa!!!
Vou fazer facu de Gestão em Rh!! \o/
E serei constituida ministerialemente ebaa!!!
FELIZ ANO APOSTOLICO DE PEDRO !!








